
José Mourinho aproveitou, ao início da tarde desta sexta-feira, a conferência de imprensa de antevisão ao encontro da quinta jornada de La Liga, diante do Rayo Vallecano, no Santiago Bernabéu, para sair em defesa de Vinícius Júnior, que está no ‘olho do furacão’, por conta do rendimento aquém das expetativas, ao serviço do Real Madrid, desde o arranque da nova época desportiva de 2026/27.
“Há um provérbio parecido em português… Só atiras pedras às árvores que dão frutos. O que é que o Vinícius fez, aqui? Quantas Ligas dos Campeões é que ganhou? Quantos golos é que marcou? Quantas eliminatórias é que decidiu?”, começou por afirmar o treinador português, em declarações reproduzidas pelo jornal espanhol Marca.
“Vai voltar o Vinícius Júnior que, no ano passado, acabou sozinho a eliminatória [da Liga dos Campeões] contra o Benfica. Ainda não está cá, mas ele trabalha mais do que nunca. Numa era de dados, está muito perto da sua velocidade máxima. Bateu, também, os próprios recordes, esta temporada, de bolas recuperadas… Ele vai chegar”, garantiu, perante os jornalistas.
Questionado sobre os assobios de que o internacional brasileiro foi alvo por parte dos próprios adeptos merengues, o Special One atirou: “Nem sequer quero opinar, não se trata de criticar. Eu não sou ninguém, sequer, opinar. Fico triste, porque sou muito exigente com os meus. Noutro dia, li uma declaração qualquer de [Dean] Huijsen a dizer que sou duro, que ando sempre atrás dele”.
“Eu sou assim, sou muito exigente. A exigência passa por dar tudo o que têm de dar. Eu respeito o jogador que dá tudo, que queira jogar, que queira ajudar, que joga em equipa, que joga com respeito ao emblema… Este tipo de jogador tem-me sempre do seu lado. Não significa que vá jogar sempre, mas significa que vai sempre ter-me do seu lado. Deixa-me triste, mas não quero avaliar nem criticar”, acrescentou.
“Mbappé? Há tipos diferentes de pessoa, as que entendem e as que não entendem”
José Mourinho aplicou, de resto, a mesma lógica do caso de Vinícius Júnior ao de Kylian Mbappé: “Aplica-se a mesma frase dos frutos. O Kylian tem razão, um jogador que marca 40 golos por temporada não é um problema para a equipa. Há tipos diferentes de pessoa, as que entendem e as que não entendem. Nestes últimos dias, sabem que não lhes convém falar de coisas boas”.
“Eu vi o Kylian recuar, quando ficámos reduzidos a dez jogadores, para ajudar [Marc] Cucurella, enquanto um treinador muito duro gritava com ele. Eu valorizo muito esses comportamentos. Depois, essas pessoas não dizem que defendemos bem ou que podíamos ter marcado oito golos. Vai haver jogos aborrecidos, nos quais as equipas não arriscam e termina 0-0”, explicou.
“Contra o Internazionale [vitória, por 2-1], podiam ter-nos marcado quatro golos, mas nós podíamos ter marcado oito. Por que é que não dizem isso? Não estão satisfeitos por termos ganho? A equipa técnica está muito contente. Sofremos e perdemos juntos, contra o Real Betis [por 1-0]. Temos esse sentimento e compromisso de trabalhar pelo Real Madrid, e faremos todos os possíveis para que as pessoas estejam felizes”, concluiu.
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Fonte: Notícias ao Minuto
