Morreu Oscar Schmidt, lenda do basquetebol brasileiro

Morreu Oscar Schmidt, esta sexta-feira, após uma paragem cardiorrespiratória. A lenda do basquetebol brasileiro tinha 68 anos e lutava já mais de 15 contra um tumor cerebral.  A imprensa brasileira deu conta de que o ‘mão santa’, como era conhecido, foi transportado para o hospital na quinta-feira, já em paragem cardiorrespiratória. Apesar de ter recebido […]

Morreu Oscar Schmidt, lenda do basquetebol brasileiro
Morreu Oscar Schmidt, lenda do basquetebol brasileiro



Morreu Oscar Schmidt, esta sexta-feira, após uma paragem cardiorrespiratória. A lenda do basquetebol brasileiro tinha 68 anos e lutava já mais de 15 contra um tumor cerebral. 

A imprensa brasileira deu conta de que o ‘mão santa’, como era conhecido, foi transportado para o hospital na quinta-feira, já em paragem cardiorrespiratória. Apesar de ter recebido todos os cuidados, acabou por perder a vida. 

“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, pode ler-se na nota oficial, emitida pela família.

“A despedida dar-se-á de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. O seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do desporto”, concluiu. 

Oscar Schmidt é considerada um dos melhores jogadores de todos os tempos, detendo o recorde de maior marcador da história dos Jogos Olímpicos. Contabilizam-se 1093 pontos, algo notável. Contudo, também na seleção brasileira deu nas vistas, como extremo/poste, ao registar 7698 pontos assinalados. 

O seu impacto foi inegável e tornou-se numa figura acarinhada para a modalidade, apesar de nunca ter jogado na NBA. Ainda assim, integra o Hall of Fame do basquetebol nos Estados Unidos, bem como da FIBA. No passado mês de abril, foi incluído no Hall of Fame do Comité Olímpico do Brasil.

Do ‘não’ à NBA ao recorde batido por LeBron James

A história de Schmidt é curiosa porque rejeitou jogador na NBA, depois de ter sido escolhido no draft pelos Brooklyn Nets (New Jersey Nets, na altura), em 1984. É de notar que chegou a participar num jogo All-Star como convidado.

Isto porque a liga norte-americana impedia que os jogadores fizessem parte das respetivas seleções nacionais, algo que o basquetebolista considerava inaceitável. 

No entanto, a sua carreira foi suficientemente brilhante para ficar na história do basquetebol, contando com recordes de peso. Ao longo de vários anos, Oscar foi o melhor pontuador da história do basquetebol com um total de 49737 pontos assinalados, mas acabou por ser superado por LeBron James em 2024 (49.760 pontos).

Na sua carreira, passou pelo Cristal, Palmeiras, Sírio, América do Rio, Juvecaserta, Pavia, Forum Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. 

Admirado pelos pares como Kobe Bryant

Oscar Schmidt marcou várias gerações e foi admirado por alguns dos maiores nomes da modalidade como Bryant. A lenda brasileira chegou a contar como tinha sido o encontro com o falecido basquetebolista em 2013.

“A primeira coisa que ele me perguntou foi como eu estava (por causa do cancro no cérebro). Mostrei-lhe a cicatriz da cirurgia. Ele mostrou-se muito preocupado com a minha doença. Estou muito feliz com este momento. Vim aqui por causa dele, sei da idolatria que tem por mim. Vu-me a jogar em Itália e a ganhar ao pai dele todos os dias (risos). É uma satisfação muito grande ver o Kobe”, referiu o brasileiro.

É de notar que Oscar lutou durante mais de 15 anos contra um tumor maligno no cérebro. Em 2011, quando lhe foi diagnosticado, foi submetido a uma cirurgia para o remover, sendo que voltou a ser intervencionado em 2013. Após muitos anos, acabou por ficar recuperado. 

Depois de algumas aparições públicas nos últimos anos em que se revelava bem de saúde, a família de Oscar acabou por preservá-lo nos últimos meses.



Fonte: Notícias ao Minuto

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