
Cientistas do Instituto SETI na Califórnia concluíram que o meteorito Hillsborough – batizado com o nome da cidade no estado da Nova Jérsia onde caiu a 16 de julho de 2024 – contém uma diversidade de compostos considerados blocos fundamentais da vida, incluindo carbono, aminoácidos e outras moléculas prebióticas.
“Uma análise revelou que [o meteorito] continha vestígios preservados da zona próxima da superfície de um pequeno asteroide primitivo, onde esteve exposto a fluidos salinos concentrados; um processo até agora desconhecido neste tipo de mundo protoplanetário”, afirmou o Peter Jenniskens, do Instituto SETI e do Centro de Investigação Ames da NASA.
Lançada em setembro de 1977, a Voyager 1 foi enviada para o Espaço para estudar Júpiter e Saturno. A sonda da NASA já passou há muito por estes planetas e atinge uma distância histórica a 18 de novembro de 2026.
Miguel Patinha Dias | 22:30 – 08/07/2026
O estudo, publicado na revista Science Advances, determinou que o meteorito é composto por um material raro e primitivo chamado condrito carbonáceo do tipo CM1/2.
A composição do Hillsborough confirma também que sofreu “uma maior alteração pela água” do que a maioria dos meteoritos que caíram na Terra.
É apenas a segunda vez que se observa a queda de um meteorito deste tipo, o que o torna “um dos de maior valor científico jamais recuperados”, segundo o Instituto SETI, organização de investigação sediada na Califórnia.
Um estudo publicado hoje revelou que o telescópio espacial Euclid detetou os mais antigos quasares, os objetos mais luminosos do universo, alguma vez observados, adensando ainda mais um mistério cósmico que há muito intriga a comunidade científica.
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Os investigadores destacaram que o Hillsborough forneceu informação crucial graças ao proprietário da casa onde caiu, que “preservou e documentou tudo”, utilizando luvas descartáveis e papel de alumínio para guardar os fragmentos em frascos de vidro.
O meteorito provém de uma rocha do tamanho de uma mala pesada de avião, e que entrou na atmosfera terrestre a 14,4 quilómetros por segundo.
Sessenta observadores em Nova Iorque, Nova Jérsia, Connecticut, Rhode Island e Pensilvânia relataram à Sociedade Americana de Meteoros ter visto o meteorito, descrito como frágil por se ter desfeito rapidamente na atmosfera.
Uma sonda espacial japonesa sobrevoou, hoje, um asteroide próximo da Terra, quando cumpria uma missão destinada a testar uma tecnologia que poderá contribuir para proteger o planeta contra rochas espaciais.
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O proprietário da casa disse ter ouvido um estrondo e encontrado um buraco no teto do quarto principal. Ao recolher os fragmentos negros, percebeu um forte cheiro a enxofre, além de escombros e pó negro que cobriam a cama, o tapete e áreas circundantes.
Alguns fragmentos do meteorito serão agora guardados no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque.
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Fonte: Notícias ao Minuto
