
Com a chegada do verão e a onda de calor que tem afetado a Europa ao longo dos últimos dias, os alertas relativamente aos riscos de cancro da pele têm aumentado.
A propósito do assunto, a médica Asiya Maula revelou ao Mirror Online que um dos sintomas de maior alerta para os especialistas não são (apena) os sinais na pele, ao contrário do que se possa pensar.
Segundo o jornal, os profissionais de saúde afirmam que determinados tipos de cancro podem manifestar-se através de “manchas rosadas, áreas da pele a escamar ou mesmo uma ferida inofensiva que nunca cicatriza”.
Maula realça que estes sintomas menos comuns são ignorados, porque não correspondem à imagem que a maioria das pessoas tem do cancro da pele.
“Quando as pessoas pensam em cancro da pele, normalmente imaginam uma sinal escuro a mudar de forma e cor. Embora isto possa ser um sinal de alerta, não é o único”, defende.
“Alguns tipos de cancro da pele podem manifestar-se através de uma mancha rosa ou vermelha, uma protuberância brilhante, uma área escamosa na pele ou até mesmo uma pequena ferida que forma crostas repetidamente, mas nunca cicatriza completamente”.
“As lesões que mais me preocupam são, normalmente, aquelas que as pessoas ignoram por meses, porque não parecem preocupantes”, destacou.
“Uma área da pele que permanece vermelha, com comichão, a escamar ou ligeiramente dorida durante semanas merece atenção, sobretudo se não estiver a melhorar”, sublinha.
Cancro da pele: Sintomas que as pessoas tendem a ignorar
– Ferida que não cicatriza em quatro semanas;
– Mancha na pele rosada, vermelha ou a escamar;
– Protuberância brilhante;
– Área com crosta permanente;
– Sinal que muda de tamanho, forma ou cor;
– Qualquer sinal que continue a crescer.
“O essencial é a persistência. A pele tem uma capacidade natural de se curar muito bem. Se algo persistir por semanas ou meses e não melhorar, vale a pena consultar um médico”, aconselha Maula.
“A maioria das alterações de pele acabam por serem inofensivas, mas o cancro da pele é um daqueles em que o diagnóstico precoce pode fazer diferença. Prefiro que alguém apareça numa consulta para analisar uma mancha inofensiva do que adiar ir ao médico por não achar que seja cancro”, diz ainda.
“A mensagem importante é não se concentrar apenas nos sinais. Se uma mancha, protuberância, ferida ou marca na sua pele estiverem a mudar ou se não cicatrizam, merece atenção”.
A genética não é o único fator que influencia o risco de cancro da mama. Especialistas alertam que alguns hábitos relacionados com a alimentação e o estilo de vida podem aumentar esse risco ao longo do tempo. Descubra três comportamentos a que deve prestar atenção.
Mariline Direito Rodrigues | 06:51 – 22/06/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
