
O Manchester United está a viver um arranque de temporada de 2025/26 ‘para esquecer’, com um registo de quatro derrotas, um empate e apenas duas vitórias ao cabo das sete primeiras partidas oficiais, em todas as competições. No entanto, as dificuldades não passam só pelo plano desportivo, e prolongam-se mesmo ao económico.
De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal britânico The Sun, a direção dos red devils estará a estudar maneiras de ‘salvar’ as contas, depois de a derrota sofrida na final da última edição da Liga Europa, perante o Tottenham, em San Mamés, por 1-0, ter criado um ‘buraco financeiro’ na ordem dos 100 milhões de libras (114,8 milhões de euros).
Este valor diz respeito, não só ao prémio atribuído ao vencedor daquela que é a segunda maior competição de clubes do Velho Continente, como também àquele que o clube acabou por não encaixar, com o fracasso no apuramento para a Liga dos Campeões, já que, na Premier League, não foi além de um 15.º lugar.
Este problema foi agravado pela (surpreendente) eliminação logo na segunda ronda da Taça da Liga, perante o Grimsby Town (formação que alinha na League Two, o quarto escalão do futebol inglês), no desempate por grandes penalidades, que significou o final de outra potencial fonte de rendimentos.
O cenário não está, de todo, fácil, e a solução pode passar por aproveitar o autêntico ‘deserto’ em que se tornou o calendário dos red devils (o único jogo a meio da semana, até ao final de 2025, será o perante o West Ham, a 3 de dezembro, uma quarta-feira, na 14.ª jornada do campeonato inglês) para disputar encontro de cariz particular.
Um reencontro com… Cristiano Ronaldo?
A mesma publicação acrescenta que, neste momento, um dos cenários que está em cima da mesa passa por uma viagem ao Médio Oriente. Mais concretamente, à Arábia Saudita, para medir forças, potencialmente, com… o Al Nassr, potenciando, desta maneira, um reencontro com Cristiano Ronaldo, cuja segunda passagem por Old Trafford terminou de maneira ‘litigiosa’, em 2022.
Este amigável teria um ‘sotaque’ português acentuado (do lado dos sauditas estaria, não só Cristiano Ronaldo, como também Jorge Jesus e João Félix, ao passo que os ingleses contam com Ruben Amorim, Bruno Fernandes e Diogo Dalot), e valeria ao Manchester United um encaixe financeiro extraordinário.
Ainda assim, o clube não pretende ficar-se por aqui, e já terá ‘sondado’ outros clubes europeus que falharam o apuramento para as competições europeias, como AC Milan (do também luso Rafael Leão), Lazio, Leipzig ou Sevilla no sentido de perceber se haveria disponibilidade para eventuais duelos particulares.
O próprio Ruben Amorim (cuja continuidade no cargo continua a ser alvo de discussão, em Inglaterra) veria com bons olhos esta solução, uma vez que o ajudaria a manter o ritmo competitivo do plantel, numa temporada que, daqui em diante, será, exclusivamente, focada na disputa da Premier League e da Taça de Inglaterra.
Leia Também: Manchester United prepara-se para a demissão de Amorim e já tem ‘plano B’
Fonte: Notícias ao Minuto