
“Depois da semana mais dura de sempre, hoje, finalmente, um dia feliz voltou. A minha mãe saiu dos cuidados intermédios, oito dias depois de internamento com um quadro de sépsis grave e está a melhorar, dia após dia”, estas foram as palavras de Catarina Gouveia na sua página de Instagram.
Numa publicação, a criadora digital revela que os últimos dias foram particularmente difíceis, revelando um pouco de alívio, uma vez que o quadro começa a melhorar aos poucos.
O que é a sépsis?
Segundo o website da CUF, a sépsis “é uma resposta imunológica extrema a uma infeção, que pode levar à falência dos órgãos e até à morte. Por outras palavras, é uma resposta tóxica e hiperativa do nosso corpo a uma infeção grave”.
O sistema imunitário tem como função combater bactérias, vírus, fungos ou parasitas, motivo pelo qual são receitados antibióticos, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários para controlar a infeção.
No entanto, quando o sistema imunológico não consegue controlar os organismos invasores surge uma infeção generalizada – a sépsis.
Quais os principais sintomas da sépsis?
Há uma série de sintomas que indicam uma infeção grave:
- Febre superior a 38ºC;
- Sudorese (transpiração) intensa;
- Aumento da frequência cardíaca;
- Aumento da frequência respiratória;
- Respiração ofegante;
- Calafrios ou prostração.
Na forma mais grave da doença, os sintomas são:
- Estado de confusão mental;
- Náuseas e vómitos;
- Diminuição / ausência de urina;
- Pele pálida ou manchada;
- Alterações da função hepática (fígado);
- Tensão arterial mais baixa do que o normal.
Quais as causas da sépsis?
A medicina ainda não percebe totalmente porque é que o sistema imunológico não responde à infeção. Ainda assim, pensa-se que terá a ver com fatores relacionados com o doente em causa ou organismo que causa a infeção, neste caso:
- Infeções bacterianas (mais comuns);
- Infeções fúngicas e parasitárias;
- Infeções virais.
Qual o tratamento da sépsis?
Num diagnóstico de sépsis, o tratamento foca-se na causa original da infeção. Neste caso poderá recorrer-se a:
- Antibióticos, se a infeção for bacteriana;
- Fluídos intravenosos e oxigénio para garantir o fluxo sanguíneo para os órgãos;
- Ventilação de suporte ou outro meio de respiração assistida, se necessário:
- Remoção cirúrgica de tecidos danificados, se necessário.
Idosos, doentes crónicos, recém-nascidos e pessoas com o sistema imunitário mais frágil estão entre os grupos de risco.
Catarina Gouveia contou aos seguidores que a mãe, Rosa, está internada com um diagnóstico de sépsis grave. A atriz expressou esperança na recuperação da progenitora que neste momento “está a melhorar, dia após dia”.
Notícias ao Minuto | 07:53 – 13/08/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
