
Senne Lammens concedeu, esta terça-feira, uma extensa entrevista ao portal norte-americano The Athletic, na qual procurou justificar o arranque ‘avassalador’ de Michael Carrick, no comando técnico do Manchester United… e acabou por deixar algumas ‘dicas’ relativamente ao que falhou, durante o ‘reinado’ de Ruben Amorim.
“O ponto principal, desde o primeiro dia, foi a capacidade dele [Michael Carrick] de tornar tudo bastante claro e apresentar uma mensagem direta. Ele não nos tornou a tarefa demasiado difícil ou complicada. Por vezes, os treinadores montam um plano demasiado complicado, e, depois, os jogadores não compram, e é difícil para toda a gente estar no mesmo nível”, começou por afirmar.
“No entanto, desde o primeiro jogo, ficou bastante claro aquilo que ele queria. Ele não pediu as coisas mais difíceis, mas também foi capaz de deixar os nossos jogadores singrarem nas suas qualidades. Na defesa, não conceder golos é um dos aspetos mais importantes, e, depois, os nossos jogadores da frente podem fazer a diferença. Provavelmente, é isso que melhor tem corrido”, prosseguiu.
“Nós não concedemos muitos golos, no início dos jogos, o que é, provavelmente, um dos aspetos mais importantes, na Premier League. O Michael deu-nos muita confiança e estabilidade a partir da defesa. No início da época, houve um par de jogadores lesionados e um par de defesas a entrar e a sair. Foi difícil apanhar o ritmo. Os últimos jogos foram melhores, por exemplo, com Harry Maguire à minha frente. É um animal, por isso, é sempre bom tê-lo lá”, completou.
Ruben Amorim, recorde-se, não resistiu a um arranque de temporada aquém das expetativas, que se traduziu num registo de oito vitórias, oito empates e cinco derrotas ao cabo de 21 jogos oficiais, pelo que foi demitido do cargo de treinador, no passado dia 5 de janeiro, após uma igualdade a uma bola com o Leeds United, em Elland Road.
Michael Carrick, por seu lado, teve impacto imediato, somando por triunfos sete dos dez jogos disputados no cargo, até ao momento, o que permitiu aos red devils uma rápida ascensão ao terceiro lugar da Premier League, com 55 pontos, menos 15 do que o líder, o Arsenal, e menos seis do que o segundo classificado, o Manchester City (que tem um jogo em atraso).
“Falou-se muito, mas, para mim, só havia o Manchester United”
Nesta mesma entrevista, o internacional belga desvalorizou a autêntica ‘novela’ em que se tornou a transferência do Antuérpia para o Manchester United, nos últimos dias do passado mercado de verão, a troco de uma verba na ordem dos 21 milhões de euros, face à possível ‘intromissão’ do Aston Villa no processo.
“De fora, falou-se muito, mas, para mim, só havia o Manchester United, para ser honesto. Foi bastante claro, para mim. Eu limitei-me a acreditar em mim mesmo. E eu sabia que a oportunidade iria chegar, e que me cabia aproveitá-la. Agora, acho que foi capaz de o fazer”, atirou o guarda-redes de 23 anos de idade.
“A transferência para o Manchester United foi uma grande decisão, mas, na minha cabeça, eu estive sempre confiante, com a certeza de que, a longo-prazo, eu iria tomar a opção certa. Correu muito bem, muito rapidamente. Na verdade, não posso dizer nada de mal sobre a transição”, concluiu.
Leia Também: Beckham não tem dúvidas sobre o sucessor de Amorim: “Sempre gostei…”
Fonte: Notícias ao Minuto
