
Desde 2023 que os jogadores da PlayStation 5 sabem que a Insomniac Games se encontra a desenvolver um jogo com Wolverine, dos X-Men, como protagonista. Mais do que um novo jogo da produtora detida pela Sony, este é um título que continua a parceria frutífera entre a Insomniac e as propriedades intelectuais da Marvel após três jogos baseados no Homem-Aranha – todos recebidos com elogios da crítica especializada e dos jogadores.
No entanto, “Marvel’s Wolverine” é um jogo que representa algo diferente no percurso da Insomniac Games. A produtora tem no seu portfólio jogos de plataformas (“Spyro”), atiradores na terceira pessoa (“Ratchet & Clank” e “Sunset Overdrive”) e também atiradores na primeira pessoa (“Resistance”) e – mesmo que os três “Marvel’s Spider-Man” contem com uma forte componente de combate corpo a corpo – nenhum destes jogos tem um sistema de combate tão trabalhado ou como elemento tão importante como “Marvel’s Wolverine”.
O jogo tem lançamento marcado para o dia 15 de setembro mas, antes que possa chegar às lojas, a PlayStation Portugal convidou-me a marcar presença nos seus escritórios, em Lisboa, numa sessão de cerca de duas horas para jogar a “Marvel’s Wolverine” e experimentar o que faz deste jogo um dos grandes títulos deste final de ano.
© Sony Interactive Entertainment / Insomniac Games
A nossa dúvida em relação ao sistema de combate desvaneceram-se logo nos primeiros minutos, durante uma sequência inicial em que Logan – acompanhado por Sabretooth e Mystique como Team-X – toma de assalto um complexo de Bolivar Trask, onde Nathaniel Essex se encontra detido.
Mantendo esta antevisão leve no que diz respeito a pormenores de enredo – até porque tive conhecimento de um bom número de surpresas que aguardam os jogadores – esta área inicial teve uma série de sequências que podem vir a contribuir para uma variedade necessária a “Marvel’s Wolverine”.
Os múltiplos confrontos com inimigos ao longo deste complexo podem assumir diversas formas. Ainda que em determinados momentos o jogador possa adotar uma abordagem mais furtiva – eliminando os inimigos um a um – é no combate aberto e desenfreado que a experiência de jogo brilha mais.
© Sony Interactive Entertainment / Insomniac Games
Há apenas dois botões de ataque à disposição dos jogadores, mas a posição de Wolverine em relação aos inimigos torna o combate um espetáculo visual – sobretudo com todo o sangue que cai em todas as direções. Se tiver mais afastado, Logan lança-se no ar em direção aos inimigos mas, caso estejam junto a uma parede, basta pressionar o botão quadrado por alguns momentos para o protagonista dar um pontapé e espetar as suas garras múltiplas vezes no peito dos inimigos.
Este tipo de ataque é o que mais contribui para encher o medidor de fúria de Wolverine e, chegando até um certo nível, é possível atingir um estado de frenesi para realizar ataques que eliminam os inimigos rapidamente. Mais ainda, é este medidor que faz com que os poderes de regeneração de Logan entrem em ação.
É no medidor de fúria que reside uma boa parte da “personalidade” deste sistema de combate. Acontece que manter uma postura agressiva nos confrontos, com pouca pausa para respirar ou espaço para hesitação, é o que contribui para encher este medidor. Significa isto que, mesmo que os inimigos consigam atacar Wolverine e reduzir parte do seu medidor de saúde, é a sua fúria que contribui para se regenerar e estar pronto para continuar a lutar.
© Sony Interactive Entertainment / Insomniac Games
Não é um equilíbrio fácil de conseguir e o jogador ainda tem como hipótese desviar-se ou até fazer “parry” (aparar, em português) os golpes dos adversários – sendo que no caso de alguns ataques esta ação pode mesmo resultar numa eliminação instantânea dos inimigos.
Do que me foi possível experimentar, o combate também promete manter-se suficientemente diversificado com diferentes tipos de inimigos. Por exemplo, alguns soldados estão equipados com escudos elétricos capazes de resistir aos golpes mais simples. Houve ainda áreas com gadgets que impedem o uso de poderes mutantes, o que significa que os poderes regenerativos de Logan não funcionam e estes equipamentos devem ser destruídos enquanto se lida com os inimigos em redor.
À semelhança de tantos outros jogos da era moderna, ao longo destes combates é recebida experiência que pode ser trocada por diferentes habilidades. Haverá quem prefira uma abordagem mais agressiva e opte por escolher ter acesso a mais ataques, enquanto outros escolherão desbloquear habilidades que curam Logan no final de uma série de ataques.
© Sony Interactive Entertainment / Insomniac Games
Não foi possível perceber se estas habilidades serão algo que contribuirá para tornar a jogabilidade dramaticamente diferente, pelo que teremos de aguardar pela versão final para perceber quão “flexível” é este sistema para que seja possível personalizar o combate ao gosto de cada um.
Tenho ainda de realçar outros pontos desta antevisão. Uma delas é um combate de “boss”, contra um protótipo Sentinel que, apesar das capacidades de combate de Logan e dos poderes regenerativos, consegue ser um adversário temível e com ataques suficientes para nos mantermos sempre atentos. É difícil dar aos jogadores uma personagem como Wolverine que (por vezes) pode parecer indestrutível e ainda assim criar uma sensação de que se corre o risco de não sair vitorioso mas, atendendo a esta luta, ficámos interessados em saber que outro tipo de confrontos estarão no horizonte.
Gostaria ainda de elogiar o grafismo. Foi-me dito que esta demonstração é baseada numa versão antiga do jogo, algo que me surpreendeu tendo em conta o grande detalhe de pormenores como o cabelo de Logan ou o “polimento” da experiência como um todo. Se a Insomniac Games continuou a melhorar o aspeto gráfico de “Marvel’s Wolverine” ao longo dos últimos meses, tenho dificuldades em perceber como tal terá sido possível tendo em conta a qualidade visual.
© Sony Interactive Entertainment / Insomniac Games
Após cerca de duas horas a jogar “Marvel’s Wolverine”, abandonei os escritórios da PlayStation Portugal com vontade de passar mais tempo com o jogo. A Insomniac Games pode ter dado ao Homem-Aranha três dos seus melhores jogos mas, convenhamos, este super-herói da Marvel conta já – ao longo da sua história – alguns títulos bastante icónicos e cheios de qualidade.
Infelizmente, o mesmo não se pode dizer de Wolverine mas, mais do que tudo, ficámos com confiança que (até pela qualidade a que nos habituou) a Insomniac Games pode ter aqui o melhor jogo de sempre baseado neste membro dos X-Men.
[Notícia atualizada às 11:40]
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Fonte: Notícias ao Minuto
