Javier Tebas volta a arrasar Infantino: “É o problema da FIFA”

Javier Tebas recorreu às redes sociais, na manhã desta quarta-feira, para voltar a disparar críticas contra Gianni Infantino, acusando o presidente da FIFA de misturar “política, disciplina, dinheiro e poder sem transparência”. O presidente da La Liga disse, ainda, antecipar mais decisões polémicas de Infantino e apontou para a existência de um “icebergue”, numa reação […]

Javier Tebas volta a arrasar Infantino: “É o problema da FIFA”
Javier Tebas volta a arrasar Infantino: “É o problema da FIFA”


Javier Tebas recorreu às redes sociais, na manhã desta quarta-feira, para voltar a disparar críticas contra Gianni Infantino, acusando o presidente da FIFA de misturar “política, disciplina, dinheiro e poder sem transparência”. O presidente da La Liga disse, ainda, antecipar mais decisões polémicas de Infantino e apontou para a existência de um “icebergue”, numa reação que surge na sequência do plano da FIFA para arrecadar até 4,2 mil milhões de dólares com a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do Mundo a privados. 

“Em pouco mais de um mês, Gianni Infantino retira um cartão vermelho sob “suspeitas” de interferência política. Depois, surge um requerimento do Congresso dos Estados Unidos a exigir esclarecimentos sobre a retirada, por parte da FIFA, das acusações contra antigos dirigentes da própria FIFA condenados por corrupção, entre outras questões”, começou por escrever Tebas. 

“Agora, a FIFA promete mais de 10 mil milhões de dólares e até 20 milhões adicionais para cada federação, ao mesmo tempo que prepara a entrada de investidores privados nos direitos comerciais e nas suas competições. Isto não parece uma reforma. Parece uma campanha eleitoral financiada com o futuro do futebol”, lamentou o presidente da La Liga, deixando mais um alerta. 

“O desenvolvimento do futebol não pode ser usado para comprar votos nem silêncios. As competições e os direitos comerciais da FIFA não são património pessoal de Infantino. Quem mistura política, disciplina, dinheiro e poder sem transparência não pode liderar seja o que for. Infantino não é a solução para a governação da FIFA. É o problema. Estamos apenas a entrar no icebergue. E muito do que está submerso ainda está por vir ao de cima”, rematou Javier Tebas. 

O que está em causa?

A FIFA explicou, em comunicado, que o objetivo passa por aumentar o financiamento destinado ao desenvolvimento do futebol para mais de 10 mil milhões de dólares, criando uma nova estrutura comercial, cuja criação depende da aprovação da maioria das 211 federações-membro e do Conselho da organização. 

No entanto, o The Times revela que a FIFA pretende vender participações nos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo a investidores privados através da nova subsidiária, com Infantino a surgir como potencial comissário da nova empresa.

Para tal, a FIFA já está a trabalhar com o banco J.P. Morgan, figurando entre os potenciais investidores a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Foi, de resto, esta notícia avançada pelo The Times que motivou uma reação categórica da UEFA, que sublinhou que a proposta da FIFA “ultrapassa uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam cruzar”.

“A alma e a governação do futebol não são ativos para negociar, especialmente sem qualquer transparência sobre quem beneficia financeiramente. Nenhum de nós é proprietário do futebol”, vincou o organismo que rege o futebol europeu. 

Tebas chamou “patético” a Infantino 

O desagrado de Tebas com a conduta de Infantino como presidente da FIFA não é novo. Ainda no início desta semana, e depois de o presidente da FIFA ter partilhado uma mensagem na qual se insurgiu contra os críticos do Mundial2026, Tebas desafiou Infantino ao escrutínio. 

“Hoje, Gianni Infantino publicou uma mensagem lamentável na sua conta de Instagram e também nas contas oficiais da FIFA. Ninguém contesta que o futebol seja emoção e união. Mas a transparência, a boa governação e a prestação de contas nunca são ódio; são uma obrigação. As instituições fortes não descredibilizam quem faz perguntas. Respondem-lhes”, escreveu, também nas redes sociais, deixando ainda várias questões. 

“E uma reflexão, Gianni: quando um dirigente dedica uma mensagem inteira a desqualificar quem exerce um escrutínio legítimo, é inevitável perguntar… porquê precisamente agora? Há alguma coisa que explique um tom tão defensivo? Estará a acontecer algo que ainda desconhecemos?”, rematou Javier Tebas. 

Plano da FIFA em vender participações para a exploração comercial do Campeonato do Mundo motivou uma rápida e categórica reação da UEFA, ao mesmo tempo que se tornou tema dominante na imprensa internacional.

Francisco Amaral Santos | 08:08 – 29/07/2026





Fonte: Notícias ao Minuto

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