
O período de incerteza devido aos atrasos nas correções dos exames nacionais poderão estar a adiar também a entrada dos alunos no ensino superior.
Depois de inúmeras famílias deixarem as férias pendentes, agora, este atraso deixa também em suspenso a entrada de alguns alunos na universidade.
Apesar dos erros identificados nas correções das provas, até à data, o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, garante que “não há necessidade de alterar o calendário da primeira fase, que decorre entre hoje e 06 de agosto”.
Não obstante, anunciou que “os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro”. Porém, ainda sem garantias de conseguir entrada no ensino superior em setembro. A primeira fase de candidaturas pode, por isso ficar sem efeito para esses alunos.
Como resultado dessa pressão e compassos de espera, falámos com uma psicóloga para perceber quais são os possíveis cenários para o futuro destes jovens.
Numa entrevista exclusiva ao Lifestyle ao Minuto, Catarina Lucas, psicóloga e diretora dos Centros Catarina Lucas adianta que “o maior desafio tem sido a incerteza” e esclarece que as repercussões podem ser sentidas a um nível psicológico mais profundo.
Psicóloga Catarina Lucas© Catarina Lucas
“Quando sentimos que o nosso futuro depende de algo que não controlamos, é natural que aumentem a ansiedade, a frustração e os pensamentos constantes sobre o que poderá acontecer”, descreve.
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A especialista explica ainda que o impacto não se limita aos alunos, dado que “também os professores sentem a pressão deste processo, quer pela responsabilidade associada às classificações, quer pela expectativa e ansiedade que envolve toda a comunidade educativa”.
Que peso é que estes constrangimentos podem ter no futuro académico destes jovens?
Além dos transtornos causados em termos logísticos, por exemplo na procura de alojamento para estudantes deslocados e da habitual ansiedade associada a esta fase de mudança, a especialista relata outras possíveis inquietações.
“Pode atrasar decisões e aumentar a pressão emocional, mas um atraso na divulgação das notas não define o percurso académico nem o valor do aluno. Existem sempre diferentes caminhos para alcançar os objetivos”, acrescenta.
Estratégias psicológicas para lidar com este e outros períodos de espera
Embora o futuro pareça estar estagnado e preso às classificações, conta que existem métodos viáveis que se podem usar para tranquilizar os alunos durante esta e outras fases semelhantes.
Seja para reduzir o stress ou a ansiedade gerada pelos compassos de espera, Catarina Lucas refere que “o mais importante é focar-se no que está sob o seu controlo”.
Eis o que pode fazer na prática:
- Manter uma rotina;
- Descansar;
- Praticar atividade física;
- Evitar consultar constantemente as plataformas;
- Recordar que a espera é temporária.
Não obstante, há reações que podem ser motivo de preocupação, por isso, a profissional de saúde mental deixa um alerta para pais e professores:
“Quando a ansiedade interfere de forma significativa no dia a dia, provoca insónias persistentes, ataques de pânico, isolamento ou um sofrimento intenso que a pessoa sente não conseguir gerir sozinha, é importante procurar ajuda psicológica.”
A especialista reforça ainda que “os estudantes que dependem destas notas para entrar no curso desejado tendem a viver esta espera com maior intensidade” e podem, por isso, estar numa posição de maior vulnerabilidade.
Psicóloga explica a teoria das cores e mostra como esta o pode deixar com os níveis de confiança renovados. A partir de agora se escolher esta cor para os seus looks do dia a dia vai sentir-se “instantaneamente mais confiante”. Saiba de que cor estamos a falar.
Inês Morais Monteiro | 18:32 – 14/07/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
