
Chama-se Candidozyma auris e é um fungo que pode começar a preocupar. Tem-se espalhado por hospitais por toda a Europa e já foi detetado em mais de 40 países no mundo. O Reino Unido é um dos países onde o aumento nos últimos meses foi mais acentuado.
Segundo o Mirror, este fungo perigoso sempre esteve limitado a casos isolados, mas agora já se encontra em quase todos os continentes. Por exemplo, no Reino Unido, foram registados 134 casos entre novembro de 2024 e abril de 2025, um aumento de 23% em comparação com os seis meses anteriores.
Este fungo pode causar problemas leves em pessoas saudáveis, mas pode acabar por ser mortal em doentes com o sistema imunitário mais enfraquecido, sendo ainda mais preocupante quando entra na corrente sanguínea e atinge os órgãos vitais.
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De acordo com o The Independent, o Candidozyma auris pode causar infeções graves em pessoas mais vulneráveis. Cerca de 30% a 60% das pessoas atingidas com uma forma grave de infeção acabam por morrer.
O Mirror aponta que o fungo foi detado pela primeira vez no Japão em 2009. Explicam que pode acabar por sobreviver em superfícies durante muito tempo devido às proteínas que produz.
Os sintomas de Candidozyma auris
Em relação aos sintomas, é algo complicado de detetar. Poderá estar na pele e ser transmitido em hospitais sem que se dê conta. Infeções no sangue ou no cérebro são algumas das complicações que pode provocar.
Segundo o serviço de saúde do Reino Unido, “o que torna este fungo particularmente preocupante é a sua notável resiliência, uma vez que pode sobreviver em superfícies por longos períodos, inclusive no ambiente hospitalar, e frequentemente é resistente a tratamentos médicos de primeira linha e a desinfetantes”.
Como se espalha o Candidozyma auris
“Espalha-se principalmente pelo contacto com superfícies ou equipamentos médicos contaminados, ou pelo contacto direto com pessoas infetadas mesmo sem sintomas”, continuam.
Como prevenir a progressão e infeção
Grande parte dos cuidados já são os que vimos a adotar com outro tipo de patologias. É o caso da higiene das mãos e a identificação de pessoas que estejam infetadas. Também a limpeza correta de espaços hospitalares e o uso de equipamentos descartáveis pode ser importante.
“O Candidozyma auris representa uma crescente preocupação global com a saúde, particularmente em ambientes de saúde, onde pode espalhar-se rapidamente e resistir a tratamentos e a alguns desinfetantes.”
E existem casos de Candidozyma auris em Portugal?
Segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, divulgados em setembro, no período entre 2013 e 2023, Portugal registou apenas quatro casos de ‘C. auris’, enquanto a Espanha e a Grécia divulgaram 1807 e 852, respetivamente.
É ainda revelado que foram registados mais de 4000 casos nos países da UE/EEE (incluindo a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega), destacando “um salto significativo” em 2023, ano em que foram divulgados 1346 casos em 18 países.
[Notícia atualizada às 12h59, corrigindo a informação que dava conta de que o Candidozyma auris era um vírus quando se trata de um fungo. Aos leitores, apresentamos as nossas desculpas pelo lapso ]
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Fonte: Notícias ao Minuto
