
Pep Guardiola vai realizar, este domingo, pelas 16h00 (hora de Portugal Continental), diante do Aston Villa, no Etihad Stadium, aquele que vai ser o último encontro no comando técnico do Manchester City, depois de ter tornado pública a decisão de ‘mudar de ares’, pese embora tenha mais um ano de contrato com o clube.
Na conferência de imprensa de antevisão à receção aos villains, o treinador espanhol (que, irá permanecer ligado ao futebol, na qualidade de embaixador global do City Football Group) garantiu não ter “absolutamente qualquer plano sobre o futuro”… mas recusou descartar a possibilidade de vir a suceder ao alemão Thomas Tuchel no leme da principal seleção de Inglaterra.
“Vou descansar e recuperar o tempo que perdi com os meus filhos, ainda que eles já estejam crescidos, assim como fazer várias coisas que não fiz e que quero fazer. Não penso, nem por um segundo, sobre qualquer coisa relacionadas com o futebol para os próximos anos”, começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo jornal britânico The Guardian.
“Preciso de descansar, de refletir e de ver aquilo que aconteceu nos 17 ou 18 anos que passei no Barcelona, na Alemanha [no Bayern Munique] e aqui. Depois, veremos o que vai acontecer. No passado, eu não fiz as coisas estúpidas que quero fazer”, acrescentou. Confrontado sobre o facto de este não ser um ‘não’, retorquiu: “Sim… mas ninguém quer saber”.
Já sobre um eventual regresso ao Manchester City, no futuro, o timoneiro de 55 anos de idade atirou, entre risos: “Por que é que me fazem essa pergunta? Durante algum tempo, não vou ser treinador. Essa é a única certeza que tenho. Caso contrário, permaneceria aqui. Eu mereço, honestamente, tirar uma pausa”.
“Defender o Manchester City? Se me encontrarem…”
Pep Guardiola recorreu, de seguida, à ironia para responder a uma questão relacionada sobre se estaria disponível para atuar em defesa do Manchester City, no processo em que o clube é acusado pela Premier League de ter cometido um total de 115 infrações financeiras, num período compreendido entre 2009 e 2018.
“Sem me encontrarem, sim, mas vai ser difícil. Eu defendi o clube porque confio neles. Eu falei com eles, e confiei na maneira como se comportaram e naquilo que fizeram. Ninguém do ‘staff’ e muitos dos jogadores não estavam cá”, concluiu, de forma perentória, numa altura em que o veredito é aguardado com expetativa.
Bernardo Silva também vai dizer ‘adeus’
Pep Guardiola não será o único a despedir-se do Manchester City, no embate com o Aston Villa. Isto porque Bernardo Silva e John Stones já fizeram saber que não vão renovar os respetivos contratos, que terminam no próximo dia 30 de junho, pelo que irão dar continuidade às carreiras noutras paragens ainda por determinar.
Este será, de resto, um encontro que de pouco mais servirá para os citizens a não ser para cumprir calendário, visto que, aconteça o que acontecer, estes já não têm possibilidades matemáticas de ‘roubarem’ o título de campeão inglês ao Arsenal, que vai visitar o Crystal Palace e está já a uma distância de quatro pontos.
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Fonte: Notícias ao Minuto
