Giovanni Malagò eleito presidente da Federação Italiana de Futebol

Na assembleia extraordinária eletiva realizada em Roma, Malagò obteve 68,58% dos votos, superando Giancarlo Abete, representante do futebol amador e líder da federação entre 2007 e 2014, que recolheu 29,17%. O dirigente sucede a Gabriele Gravina, que estava no cargo desde 2018 e se demitiu após a eliminação da seleção italiana frente à Bósnia-Herzegovina na […]

Giovanni Malagò eleito presidente da Federação Italiana de Futebol
Giovanni Malagò eleito presidente da Federação Italiana de Futebol


Na assembleia extraordinária eletiva realizada em Roma, Malagò obteve 68,58% dos votos, superando Giancarlo Abete, representante do futebol amador e líder da federação entre 2007 e 2014, que recolheu 29,17%.

O dirigente sucede a Gabriele Gravina, que estava no cargo desde 2018 e se demitiu após a eliminação da seleção italiana frente à Bósnia-Herzegovina na final dos play-off europeus de acesso ao torneio que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, decidida no desempate por penáltis após empate a um golo no prolongamento em 31 de março.

Com 67 anos, Malagò é uma figura central do desporto italiano há mais de duas décadas. Antigo internacional de futsal, esteve ligado à organização de vários grandes eventos desportivos em Itália e participou na candidatura de Roma aos Jogos Olímpicos de 2024, posteriormente abandonada em 2016.

O dirigente liderou o Comité Olímpico Italiano entre 2013 e 2025, período em que enfrentou uma grave crise de governação na FIGC após a ausência da seleção no Mundial2018, na Rússia. Assumiu ainda a presidência do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno a partir de 2019 e integra o Comité Olímpico Internacional (COI).

A candidatura de Malagò reuniu apoio unânime no futebol profissional mesmo antes de ser formalizada, contando rapidamente com o respaldo dos clubes da Liga e da Segunda Liga italiana, bem como das associações de jogadores e treinadores, que no conjunto representam 54% do peso eleitoral.

O novo presidente enfrenta agora vários dossiês urgentes, entre eles a escolha do sucessor de Gennaro Gattuso no cargo de selecionador nacional, com Roberto Mancini a surgir como hipótese depois de ter orientado a equipa entre 2018 e 2023.

Malagò terá também de aprofundar a reforma da formação de jogadores jovens, apontada como uma das causas dos repetidos fracassos da seleção, ausente das últimas três edições do Mundial, e de gerir o processo relativo ao Europeu2032, que Itália organizará em conjunto com a Turquia, num contexto marcado pela idade avançada dos estádios italianos.

A tetracampeã Itália volta a ficar de fora de um Campeonato do Mundo de futebol pela terceira vez seguida, falhando a competição que vai decorrer nos Estados Unidos, no Canadá e no México, com muitos outros nomes sonantes.

Lusa | 11:13 – 05/06/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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