
“Após um trabalho técnico rigoroso, o Governo notifica hoje novas redações à Comissão Europeia, um mês após a decisão do Conselho”, escreveu o chefe de Estado na rede X. A notificação é considerada uma etapa crucial para garantir que o futuro diploma esteja conforme o direito europeu.
Macron assegurou que a sua administração irá com esta legislação “até ao fim”, lembrando ter pedido ao primeiro‑ministro, Sébastien Lecornu, que encontrasse uma solução compatível com as observações do Conselho Constitucional e com as regras europeias.
O Presidente francês espera que a proibição esteja operacional em França quando deixar o Eliseu na primavera, tendo cumprido o máximo constitucional de 10 anos de presidência.
A utilização das redes sociais entre os menores de 16 anos na Austrália recuperou após a proibição, introduzida em dezembro, para esta faixa etária, segundo dados de uma aplicação de controlo parental, divulgados hoje.
Lusa | 08:21 – 26/08/2026
O Conselho Constitucional francês considerou que o texto aprovado pelo Parlamento implicava “uma restrição desproporcionada” à liberdade de expressão dos adolescentes, embora tenha reconhecido a “exigência constitucional de proteção do interesse superior da criança”.
Segundo fonte governamental citada pelo jornal Le Figaro, a nova versão propõe listar cerca de 10 funcionalidades nocivas ou “aditivas” para os mais jovens — como reprodução automática de vídeos, notificações noturnas ou comunicação com contas desconhecidas — sem nomear diretamente as plataformas, o que não seria permitido pelas regras europeias.
O texto prevê ainda derrogações para adolescentes entre 13 e 15 anos, mediante decisão dos representantes legais.
No final de agosto, Macron escreveu à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendendo um “texto europeu” que estabeleça a proibição em toda a União.
Von der Leyen deverá apresentar propostas na quarta‑feira, durante o discurso de ‘rentrée’ do Parlamento Europeu, tendo já afirmado que a União não deve “aceitar funcionalidades aditivas das redes sociais” que empurram os jovens para conteúdos extremos.
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Fonte: Notícias ao Minuto
