
Xavi Hernández concedeu, este sábado, uma extensa entrevista a Romário, no seu próprio canal de YouTube, intitulado ‘Romário TV‘, na qual ‘abriu o livro’ a propósito de vários temas, começando, desde logo, pelas largas temporadas durante as quais teve a oportunidade de partilhar balneário com Lionel Messi, ao serviço do Barcelona.
“Espero estar enganado, mas não acredito que algum dia voltemos a ver um jogador como Messi. Joguei com ele durante 15 anos, e ele era melhor em tudo. Era melhor técnica e fisicamente, na compreensão do jogo… Até os cabeceamentos dele eram bons, ou os remates com o pé mais fraco. Mentalmente, também era um animal competitivo”, começou por afirmar.
“É um jogador invencível, um fenómeno. Era fácil jogar com ele. Passavas-lhe a bola, e ele fazia tudo melhor. Faz com que pareças melhor (…). Lembro-me de quando estava no pódio da Bola de Ouro, com [Andrés] Iniesta e Messi. Senti-me aliviado quando foi anunciado que o vencedor era Messi, ele era um jogador muito melhor do que eu”, prosseguiu.
“Não há comparação, não há debate. Foi justo, o melhor jogador ganhou. Eu era um jogador de equipa. Naquele prémios, estava a eleger-se o jogador que mais diferença fazia, a nível individual, por isso é que eu nunca tive a sensação de que me tivessem retirado uma Bola de Ouro”, completou o agora treinador, de 46 anos de idade.
Xavi Hernández revelou, de resto, o único jogador que, acredita, podia ter ‘apanhado’ o agora ‘astro’ do Inter Miami: “Aquilo que vi de Neymar, durante a primeira semana dele connosco, é o mais próximo que vi de Messi. Não vi nenhum jogador tão próximo de Messi como Neymar, quando chegou ao Barcelona, com 21 anos de idade”.
“O presidente do Barcelona disse que não a Messi”
Nesta mesma entrevista, Xavi Hernández lamentou que o Barcelona não tenha conseguido recuperar Lionel Messi, depois de este ter partido para o Paris Saint-Germain, a ‘custo zero’, no verão de 2023: “Eu tentei, mas não houve essa possibilidade. Estivemos a falar durante cinco meses, e estava tudo preparado, mas, no final, o presidente [Joan Laporta] disse que não”.
“Eu tive a oportunidade de recuperar o Dani Alves. Também pensei em recuperar Pedrito, Neymar e Messi, mas a vertente económica não o permitia. A questão de Messi estava fechada, mas o presidente atual não quis”, apontou, alongando-se em palavras sobre o brasileiro, que, entretanto, regressou ao Santos.
“Houve uma oportunidade, mas também não se concretizou. Não se concretizou devido ao facto de a nossa situação económica ser muito difícil. O fair-play financeiro restringia-nos severamente, e os salários que tínhamos herdado de uma era anterior afetaram, em grande medida, o planeamento da equipa”, refletiu.
“Foi um período complicado e extremamente difícil para nós, e, por isso, não havia lugar para Neymar nos nossos cálculos económicos”, concluiu o antigo internacional espanhol, que, recorde-se, orientou a formação catalã entre 2021 e 2024, conquistando pelo meio uma La Liga e uma Supertaça de Espanha.
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Fonte: Notícias ao Minuto
