
Aymeric Laporte concedeu, ao início da manhã desta sexta-feira, uma extensa entrevista ao jornal espanhol AS, na qual, entre outros temas, confessou que ficou algo arrependido por ter trocado o Manchester City pelo Al Nassr em 2023, clube saudita onde chegou a ser companheiro de equipa do avançado português Cristiano Ronaldo.
Atualmente ao serviço dos espanhóis do Athletic Bilbao, clube onde regressou no verão do ano passado, o central espanhol tinha passado as cinco temporadas anteriores ao serviço do Manchester City, clube que abandonou para rumar aos sauditas.
“Arrependi-me no sentido de que estava no melhor clube do mundo, o City. É algo único a forma como cuidam dos jogadores lá; só nos apercebemos disso quando saímos. Quando se chega, é impressionante e, depois, quando nos habituamos, vemos isso como algo quotidiano, algo normal. Quando já se vai embora e não se vive mais aquela rotina tão especial que eles têm lá, percebe-se a sorte que se tem de estar num grande clube como o City e, digo-vos, para mim foi uma experiência inesquecível, estou profundamente grato ao clube. Não posso dizer nada de mal porque foi o melhor que havia”, começou por dizer o central internacional por Espanha.
Na mesma conversa, Laporte revelou os motivos para ter deixado a Arábia Saudita no verão passado de forma a voltar a jogar pelo seu clube de formação no País Basco, confessando que não foi fácil deixar os citizens.
~”Foi difícil porque, para começar, sentia-me muito bem no City. No último ano, houve momentos em que queria jogar mais. Ainda tinha mais dois anos de contrato, poderia ter cumprido esses anos, mas decidi afastar-me um pouco do centro das atenções aqui na Europa, das grandes competições, refiro-me à Premier League. Já tinha conquistado muitas coisas e queria descobrir outras diferentes. Obviamente, havia a saída do Athletic naquele momento, mas também é verdade que, a nível económico, pediam muito por mim e o Athletic, naquela altura, não tinha condições para pagar, não o iriam fazer, digo-o assim, diretamente”, atirou o central.
“Parti para a Arábia e, assim que tive a oportunidade de regressar à Europa e, neste caso, ao Athletic, que sempre foi a minha casa, fi-lo, por mim, pela minha família, por tudo. Porque também o prometi ao meu pai (que morreu em 2025) meses antes. E aqui estou”, vincou, revelando que uma conversa com o selecionador espanhol Luis de la Fuente também ajudou a encaminhar este regresso ao futebol europeu.
“Hoje em dia há muita concorrência. É algo lógico, normal: vão surgindo jogadores, jovens que integram grandes equipas e competem nas principais competições, como a Liga dos Campeões, a Premier League, a La Liga… a lutar por títulos. Vão surgindo, é concorrência, adversários de qualidade, e é por isso que podem surgir essas dúvidas, face a esse leque de futebolistas com muito potencial, elegíveis para a seleção. Por isso, recomendou-me a possibilidade de poder regressar à Europa para continuar na dinâmica das grandes competições e poder continuar a integrar a seleção”, finalizou.
Numa entrevista em Inglaterra, Steve McClaren, antigo adjunto do treinador neerlandês no Manchester United, explicou as razões que levaram ao corte de relações entre o avançado português e o técnico.
Rodrigo Querido | 17:43 – 01/05/2026
Fonte: Notícias ao Minuto