Foguetão da SpaceX deixou uma nova cratera na Lua. Veja as imagens

No dia 5 de agosto ficámos a saber que um foguetão Falcon 9 abandonado pela SpaceX colidiu com a Lua e, ainda que a NASA tenha confirmado a colisão algumas horas depois do sucedido, nenhum dos satélites em órbita foi capaz de captar o momento. Agora, a agência espacial norte-americana partilhou algumas imagens da cratera […]

Foguetão da SpaceX deixou uma nova cratera na Lua. Veja as imagens
Foguetão da SpaceX deixou uma nova cratera na Lua. Veja as imagens


No dia 5 de agosto ficámos a saber que um foguetão Falcon 9 abandonado pela SpaceX colidiu com a Lua e, ainda que a NASA tenha confirmado a colisão algumas horas depois do sucedido, nenhum dos satélites em órbita foi capaz de captar o momento.

Agora, a agência espacial norte-americana partilhou algumas imagens da cratera resultante do embate deste foguetão. As imagens que pode ver abaixo foram captadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) entre os dias 11 e 12 de agosto, exibindo uma nova cratera na superfície da Lua.

A NASA explica que, para captar estas imagens, teve de reorientar o LRO enquanto este satélite passava a cerca de 100km de altitude da superfície lunar. De acordo com as informações recolhidas pela agência espacial, a cratera tem cerca de 18 metros de diâmetro e 3 metros de profundidade.

Lembrar que este foguetão da SpaceX tinha cerca de 12 metros de comprimento e 4 metros de largura, pesando à volta de 4 toneladas. Estima-se que o foguetão terá colidido com a Lua a uma velocidade de 8.690km/h.

© NASA  

O que disse a NASA

Esta parte superior do foguetão resultou de um lançamento realizado em 2025 que permitiu colocar em órbita o módulo de aterragem Blue Ghost One, da empresa norte-americana Firefly Aerospace, como parte da iniciativa CLPS (Commercial Lunar Payload Services) da NASA, um programa de serviços comerciais para transportar cargas científicas e tecnológicas para a superfície lunar.

Segundo explicou a NASA num vídeo publicado na rede social X, a colisão ocorreu devido a uma combinação de atividade solar e das forças gravitacionais que alteraram a trajetória do objeto.

“A NASA não planeou deliberadamente que esta parte superior colidisse com a Lua”, explicou uma porta-voz da agência no vídeo, que indicou que este tipo de eliminação de equipamento é uma prática aceite nas operações lunares.

“Na realidade, este é um método tecnicamente aceite e seguro para descarte de equipamentos em órbita lunar baixa”, afirmou.

A agência acrescentou que alguns operadores optam por terminar as suas operações fazendo com que os equipamentos impactem na superfície lunar, porque “é uma estratégia previsível e verificável para eliminar equipamento no fim da sua vida útil”.

O impacto não representou qualquer perigo para a Terra nem para qualquer equipamento que se encontre na Lua, sublinhou a NASA.

“Os cientistas estão desejosos de estudar este evento de impacto, pois pode ajudar-nos a compreender melhor como rastrear coisas deste tipo no futuro”, afirmou.

A NASA explicou que a Lua funciona como um “laboratório natural para estudar processos que ocorrem em todo o sistema solar”, devido à ausência de atmosfera e à sua superfície permanecer estável durante longos períodos.

O estudo deste tipo de impactos permite aos cientistas analisar a formação de crateras, um fenómeno que ocorre em diferentes corpos do sistema solar.

“Ao fazer tocar um objeto de tamanho conhecido a uma velocidade conhecida contra a superfície lunar, isso pode ajudar os cientistas a compreender o processo de formação de crateras por impacto e que tipo de cratera resulta de um impacto desse tamanho”, acrescentou.

A agência lembrou que a Lua tem recebido impactos de forma constante durante os seus aproximadamente 4.000 milhões de anos de história.

“Meteoritos, asteroides, cometas e outros objetos colidem com a Lua a toda a altura”, indicou.

Além disso, a NASA destacou que os astronautas da missão Artemis II observaram este ano, durante um sobrevoo lunar de poucas horas, vários fenómenos de impacto, incluindo clarões de impactos ativos ou crateras a formarem-se na superfície.

 



Fonte: Notícias ao Minuto

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