
Análise ao jogo com o México e antevisão aos EUA: “Acho que estamos muito satisfeitos com o que o estágio está a dar. Já falei que fazer 7 substituções ao intervalo é um desafio importante para poder mostrar a qualidade individual dentro do coletivo. Fizemos isso muito bem. Há muitos aspetos importantes ajustar. Amanhã precisamos de chegar com mais jogadores, afinar muito bem a última decisão… Mas fiquei muito satisfeito com tudo o que vimos. A experiência, o ambiente de jogar contra uma equipa diferente, da CONCACAF, num estádio e num momento marcante. Acho que tudo o que tivemos durante o jogo com o México fez com que os nossos jogadores tivessem mostrado personalidade, responsabilidade e tenham executado o trabalho muito bem. Amanhã é continuar e ajustar ainda melhor alguns aspetos”.
O que espera dos EUA, que perderam por 5-2 com a Bélgica: “Esse jogo foi um jogo com duas partes. Na 1.ª, os Estados Unidos vinham de três jogos sem perder, uma equipa muito agressiva, que trabalhou muito bem. O Pocchettino e a sua equipa técnica têm alta qualidade. E depois têm jogadores muito bons tecnicamente, com capacidade para serem verticais e fazerem um jogo aberto. A 2.ª parte acontece. A Bélgica foi muito eficaz e o resultado não mostra o que os EUA são como equipa. Esperamos uma equipa que possa competir durante os 90 minutos”.
Palavras de antigo selecionador mexicano sobre a fraca exibição de Portugal: “Estamos focados em tentar utilizar o estágio o melhor possível. Acho que não é fácil vir aqui, aos EUA, ao México… É utilizar tudo o que podemos para preparar a Seleção o melhor possível. O nosso foco não é ganhar ao México ou ganhar aos EUA, é tentar preparar o Mundial e a nossa escolha final de jogadores. Queremos ganhar, mas o foco agora não é esse”.
Importância do estágio para a convocatória final: “É um orgulho para todos os jogadores estar aqui. Profissionalismo. Os jogadores sabem que é difícil estar no Mundial, mas adoram estar aqui e sabem as valências que podem trazer. Percebem que a decisão final não depende só do que podem fazer, mas também do aspeto tático que precisamos, do que queremos dentro do balneário. Há muita competitividade, mas eles sabem e gostam do desafio. Vimos jogadores como o Samu Costa, o Matheus Nunes, que chegam cá, a serem bem-vindos e a mostrar o que fazem nos clubes no espaço da Seleção. E isso é o que procuramos”.
Questão da altitude: “Apanhámos muita informação e acho que agora estamos preparados para se precisarmos de jogar em altitude.”
Quem vai a jogo: “O Gonçalo Guedes recebeu uma pancada durante o jogo e vamos avaliar a situação para depois tomarmos uma decisão. O Pote está a recuperar bem, vai treinar hoje. Não está a 100% e vamos tomar uma decisão depois do treino. O resto dos jogadores estão aptos. Mateus Fernandes? A chamada é um mérito incrível. O que está a fazer no seu clube, nos últimos 20 meses… É esse o motivo para estar aqui. Está a treinar bem, a crescer, e pouco a pouco vamos ver”.
Portugal tem passado de dificuldades com os EUA: “Estamos em Atlanta e as condições que a seleção dos EUA estão a construir e o que está a fazer na formação mostra o foco importante que agora há no futebol. Respeitamos muito o treinador, um treinador de alto nível no futebol europeu, uma equipa que joga bem com bola, o aspeto posicional muito trabalhado. E depois têm uma pressão muito alta, nos duelos… Será um jogo com aspetos táticos diferentes, mas respeitamos muito o que a federação dos EUA está a fazer. Estão a crescer muito”.
Onze parecido ao que foi usado contra o México: “Podemos utilizar até 11 substituições e a ideia é continuar a gerir os minutos, o esforço. O José Sá estará na baliza. E depois vamos tentar utilizar ao máximo o número de jogadores que temos”.
Gestão das alterações no México: “Foi complexo, mas não foi difícil. O futebol tem cinco substituições, mas nestes particulares é normal que possamos fazer 10 ou 11. O importante é haver clareza, preparação, e o cooling break é um momento que muda muito o futebol. Em desportos como futsal ou basquetebol há uma pausa técnica. Podemos falar de conceitos de bola parada, bola corrida… Estamos a ver agora esse momento incrível no futebol, porque é algo que mexe totalmente com o que fazemos. O 11 inicial é importante, mas não é essencial para ganhar jogos. Há cinco substituições e outro 11 que termina o jogo. É importante”.
Novas regras para o Mundial implica levam a testes na equipa: “Claro, acompanhamos tudo. A ideia é que o jogo seja mais dinâmico, com menos pausas, e precisamos de aprender tudo isso com antecedência. É importante poupar tempo de preparação em junho e março é importante para isso. Não só o que se passa dentro do relvado, mas tudo o que está à volta do Mundial”.
Gestão de lesões: “Gere-se com naturalidade. O que acontece quando há um Mundial, na minha experiência, é sempre a mesma coisa. É um momento chave na carreira de um jogador, mas não podes mudar os hábitos, a intensidade, o foco no dia-a-dia… É tentar utilizar a experiência dos mais experientes dentro do balneário, mas gere-se com naturalidade e com foco no dia-a-dia. Os nossos jogadores têm boa experiência nisso”.
Fonte: Notícias ao Minuto
