
A Associação de Futebol da Argentina acusou a UEFA de recusar a ideia de que a Finalíssima entre Espanha e Argentina – troféu que coloca frente a frente o vencedor do Campeonato da Europa e o vencedor da Copa América – fosse disputada em Itália. Poucas horas após o organismo que rege o futebol europeu ter anunciado o cancelamento, também a AFA reagiu em comunicado, emitido também no domingo, apresentando a sua versão dos acontecimentos.
“A CONMEBOL e a Asociación del Fútbol Argentino reiteraram em todos os momentos a sua vontade de disputar a Finalíssima em terreno neutro e aceitaram a sede proposta após uma longa insistência por parte da UEFA para que o jogo fosse realizado em Madrid”, pode ler-se no comunicado da AFA, que prossegue com mais detalhes.
“Infelizmente, não foi possível alcançar um acordo final para a realização da partida, uma vez que a alternativa de data solicitada não foi aceite, tendo em conta o pouco tempo disponível”, explica a mesma entidade, antes de revelar a vontade de jogar em solo italiano.
“Uma vez descartada a possibilidade de jogar no Qatar, ambas as confederações tentaram ir em busca de uma solução que satisfizesse todas as partes. Neste contexto, torna-se evidente que a proposta de realizar um único jogo em Madrid contrariaria o princípio da equidade desportiva, por não se tratar de um terreno neutro. Perante esta situação, no sábado, 14 de março, chegou à AFA a proposta de realizar o jogo numa sede neutra, em Itália, no dia 27 de março. A Argentina aceitou a ideia sem objeções, com exceção da data, sugerindo o dia 31 de março”, descreveu a AFA.
“Infelizmente, a UEFA comunicou que a realização do jogo no dia 31 – apenas quatro dias depois da data originalmente proposta – não era possível, ficando assim cancelada a Finalíssima. A CONMEBOL e a AFA lamentam profundamente que, apesar dos esforços realizados e da vontade manifestada desde o primeiro momento para disputar esta partida em terreno neutro, tal não tenha sido possível”, frisou a Associação de Futebol da Argentina, procurando encerrar a polémica com uma mensagem de agradecimento a todas as partes.
“Por parte da CONMEBOL e da AFA, resta apenas agradecer ao Qatar pela habitual boa disponibilidade, bem como à UEFA e à Real Federación Española de Fútbol pelos esforços realizados para concretizar este jogo de grande importância”, concluiu a AFA.
O que disse a UEFA?
Recorde-se que a UEFA explicou, por sua vez, que não teve outra opção que não cancelar a presente edição da Finalíssima, adiantando ainda que a Argentina recusou três propostas.
A primeira passaria por realizar o jogo no Santiago Bernabéu, em Madrid, com o estádio a ser dividido em partes iguais no que diz respeito à lotação de adeptos para os dois países, mas a Argentina recusou a possibilidade.
Outra das alternativas dadas pela UEFA era transformar esta Finalíssima numa eliminatória a duas mãos. A primeira seria jogada a 27 de março no Santiago Bernabéu e a segunda dentro de dois anos, em Buenos Aires. Esta proposta também não agradou aos responsáveis da AFA e a partida não vai mesmo realizar-se.
“Por fim, a UEFA procurou obter um compromisso da Argentina de que, caso fosse encontrado um local neutro na Europa, o jogo poderia realizar-se a 27 de março, conforme planeado e anunciado a 18 de dezembro de 2025, ou na data alternativa de 30 de março. Esta proposta foi igualmente recusada”, lamenta a organização liderada por Aleksander Ceferin.
Refira-se que o Estádio da Luz também chegou a ser apontado como uma das alternativas estudadas pela UEFA para a realização desta edição da Finalíssima.
O jogo estava agendado para dia 27 de março, no Qatar, mas o atual conflito que se vive no Médio Oriente impediu a sua realização no país.
Decisão tomada pela UEFA epor conta do conflito armado que se vive no Médio Oriente. Seleção de Espanha a Argentina não chegaram a um consenso para um novo local e competição fica sem efeito.
Francisco Amaral Santos | 13:13 – 15/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
