
Há sete internacionais espanhóis na lista de acusados de um alegado envolvimento num esquema de contrabando de relógios de luxo. Segundo o jornal El Diário, nomes como Dani Carvajal ou Santi Cazorla forma visados por um juiz de Andorra.
A compra de relógios de luxo, como Rolex e Patek Philippe, terá sido feita a uma empresa sediada em Andorra que não terá declarado os impostos desses negócios. Por isso, os jogadores implicados deverão ser interrogados para que se perceba como foi feita a compra, entrega e transporte dos acessórios.
Dani Carvajal, Santi Cazorla e David Silva são alguns dos acusados, sendo que estes nomes já não se encontram no ativo. Contudo, há ainda outros jogadores que jogam Espanha e que também foram visados: Giovani Lo Celso (Betis), Thomas Partey (Villarreal), César Azpilicueta (Sevilha) e o ex-Benfica Juan Bernat (Eibar).
Contudo, o principal acusado é Diego G.C., que já está em prisão preventiva em Andorra desde o passado mês de outubro. O homem foi acusado de contrabando e branqueamento de capitais, estando sujeito a uma condenação de até oito anos de prisão.
O jornal espanhol dá conta de que o juiz de Andorra já solicitou ajuda das autoridades espanholas para a realização dos interrogatórios dos sete jogadores de futebol residentes no país.
Para além do principal arguido e dos futebolistas, há ainda sete pessoas acusadas de venderem os relógios à tal empresa de Andorra.
Quais as compras em causa?
Ora, o El Diário esclarece as compras dos jogadores de futebol que estão em causa, todas feitas à empresa de Diego GC, ao invés de às marcas dos respetivos relógios
O jogador que terá pago mais à empresa foi Thomas Partey que, entre 2020 e 2022, comprou três modelos da Patek Philippe num total de 415 mil euros.
Seguiu-se o ex-Benfica Juan Bernat que comprtou quatro relógios (três Patek Philippe e um Rolex) entre 20223 e 2025, pagando 367 mil euros pelas peças. David Silva, já aposentado, pagou 295 mil euros entre 2020 e 2021 por quatro relógios da Patek Philippe. Já Azpilicueta comprou um Audemars Piguet e um Patek Philippe, em 2022, por 115 mil euros.
Por sua vez, Giovanni Lo Celso contribuiu com a compra de duas peças em 2020 e 2021 por 83 mil euros. A publicação espanhol revela ainda que Carvajal também foi um dos clientes com a aquisição de um Rolezx Daytona por 64 800 mil euros em 2021. Por fim, Santi Cazorla terá feito uma transferência de 58 mil euros para a empresa em questão, mas não foi registada qualquer fatura.
O que diz a investigação?
A investigação revela que o método utilizado tinha como objetivo evitar o pagamento do IVA em Espanha, antes que os relógios fossem vendidos aos jogadores. Por isso, os relógios eram importados para uma sociedade em Andorra e as transações eram feitas através da empresa.
Para além disso, foi determinado que o esquema implicava o transporte dos relógios para Espanha sem a devida declaração de exportação na alfândega, enquanto a caixa e a documentação eram enviadas separadas do produto.
O juiz de instrução declarou que Diego G.C e um sócio foram apanhados por agentes aduaneiros no passado dia 5 de setembro. Os suspeitos tinham dois relógios nos pulsos no valor de 104 mil euros, sem que existisse uma declaração de exportação.
Ora, no total, o principal arguido está implicado pela importação de 38 relógios para Andorra em 1,35 milhões de euros, sem que tenha sido declarada qualquer intenção de exportação. É de notar que a pena em Andorra é agravada, no que diz respeito ao contrabando, sempre que o valor acrescente os 100 mil euros.
O dinheiro que resultava do lucro era utilizado na compra de carros de luxos.
Compra de David Silva intercetada
De acordo com o El Diário, David Silva tornou-se suspeito depois de a Autoridade Tributária Espanhola ter reclamado o pagamento do IVA pela compra de um relógio adquirido à tal empresa de Andorra.
O antigo jogador terá comprado um Patek Philippe por 120 mil euros à empresa de Diego G.C., o que terá levado a que fosse notificado a pagar o IVA em falta (25.200 euros mais 1.079,63 euros de juros).
David Silva e o principal suspeito chegaram a um acordo, depois de Diego G.C. ter reconhecido que teria sido o próprio que não teria declarado a compra. Para além disso, comprometeu-se a pagar o valor do IVA, bem como possíveis sanções futuras aplicadas ao espanhol em torno deste negócio.
Fonte: Notícias ao Minuto
