Ex-Benfica arrasa Proença: “Nunca terá projeto para o futebol português”

João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, fez uso das suas redes sociais, ao final da manhã desta quinta-feira, para reagir à recente polémica que envolve a arbitragem portuguesa, na sequência da demissão do antigo árbitro Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) Numa extensa […]

Ex-Benfica arrasa Proença: “Nunca terá projeto para o futebol português”
Ex-Benfica arrasa Proença: “Nunca terá projeto para o futebol português”


João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, fez uso das suas redes sociais, ao final da manhã desta quinta-feira, para reagir à recente polémica que envolve a arbitragem portuguesa, na sequência da demissão do antigo árbitro Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

Numa extensa publicação feita através da rede social Linkedin, João Gabriel acusa Pedro Proença, líder da FPF, de não ter um projeto para o futebol português, mas sim um projeto pessoal.

“Há dois anos que escrevo e sustento, primeiro, que Pedro Proença seria a pior solução para a Federação Portuguesa de Futebol. Depois, quando foi eleito, que seria o pior que podia ter acontecido à FPF. Proença nunca teve, não tem e não terá nenhum projecto para o futebol português. Tem apenas um projecto pessoal em que não cabe mais ninguém!”, escreveu o ex-dirigente das águias.

O antigo dirigente do Benfica vai ainda mais longe nas acusações e frisa que Luciano Gonçalves, o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, comprou o lugar que ocupa quando a APAF, na altura dirigida pelo mesmo Luciano Gonçalves, apoiou a eleição de Proença para a liderança da FPF.

“Luciano Gonçalves só chegou à presidência do CA porque ‘comprou’ esse lugar com o apoio da APAF à candidatura de Pedro Proença. E não foi caso único. A atual FPF é uma estrutura construída mais sobre relações de lealdade, absolutamente acrítica e submissa, do que sobre critérios de mérito”, atirou.

Confira a publicação na íntegra:

“Há dois anos que escrevo e sustento, primeiro, que Pedro Proença seria a pior solução para a Federação Portuguesa de Futebol. Depois, quando foi eleito, que seria o pior que podia ter acontecido à FPF. Proença nunca teve, não tem e não terá nenhum projecto para o futebol português. Tem apenas um projecto pessoal em que não cabe mais ninguém!

Era presidente da Liga, mas passou os últimos dois anos praticamente em campanha eleitoral, sustentada com o dinheiro dos clubes. E assim deixou a Liga de rastos financeiramente.

Chegou à Federação e quis mudar tudo: o nome dos prémios, os Summits, o logótipo e, na verdade, tudo o que viesse de trás. Não porque fosse mau, mas porque vinha de Fernando Gomes, e assim se gastaram alguns milhões.

Luciano Gonçalves só chegou à presidência do CA porque ‘comprou’ esse lugar com o apoio da APAF à candidatura de Pedro Proença. E não foi caso único. A atual FPF é uma estrutura construída mais sobre relações de lealdade, absolutamente acrítica e submissa, do que sobre critérios de mérito.

O Conselho de Arbitragem apresentado pela candidatura de Nuno Lobo era mais competente e independente, mas os compromissos ‘pagos’ por viagens e lugares acabaram por prevalecer sobre a escolha daqueles que estavam mais preparados para a função.

Pelas declarações de Duarte Gomes conclui-se que existiram falhas graves que comprometeram a integridade da competição. A responsabilidade destas não pode ficar circunscrita apenas a Luciano Gonçalves. Numa Federação onde todas as decisões passam por Pedro Proença, é fácil perceber que o presidente da FPF foi envolvido em todas, sejam elas quais forem.

Se Luciano Gonçalves decidir falar, a atual direção cairá, mas o mais provável, porém, é que procure defender-se e, simultaneamente, proteger quem está acima dele. Aliás, já o fez ontem, num comunicado que desafia a Bíblia em extensão, mas também em milagres, porque subitamente “ganhou” virtudes que manifestamente não tem.

O pior que Luciano Gonçalves pode fazer é desvalorizar a demissão e as denúncias de Duarte Gomes. Vivemos na era digital em que os registos de e-mail, sms ou whatsapp deixam rasto. Não sei se o presidente da CA tem consciência disso.

Na última AG do SL Benfica, sábado, Rui Costa deve ter dado o quadragésimo primeiro murro na mesa, ameaçando agora tolerância zero para quem há uma ano apoiou de forma cega e totalmente irresponsável, ignorando os avisos e a vontade dos benfiquistas.

Só espero que nenhum dos presidentes das associações que passaram quatro dias em Houston, na comitiva federativa, se lembre de mandar erguer um busto – ao que parece já em produção – em homenagem a Pedro Proença, e muito menos ver Rui Costa a aplaudir a inauguração desse busto na Cidade do Futebol.

Pedro Proença arrisca mesmo cumprir a sua máxima “fazer o que ainda não foi feito” mas não pelas razões imaginadas.”

A demissão de Duarte Gomes do cargo Diretor Técnico da Arbitragem da FPF por uma “incompatível com os princípios e valores”, garantindo que não estavam reunidas condições para se manter em funções.

Mafalda Ferreira Costa | 19:28 – 01/07/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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