“Europa continua frágil” no campo da exploração espacial, diz Macron

“Precisamos de ser fortes e isso passa pela nossa Europa espacial, que continua frágil e devemos acelerar”, declarou Emmanuel Macron na Cimeira Espacial Internacional, que reúne em Paris cerca de dez chefes de Estado e de Governo. O Presidente francês defendeu que se deve seguir o modelo dos Estados Unidos no setor aeroespacial e propôs […]

“Europa continua frágil” no campo da exploração espacial, diz Macron
“Europa continua frágil” no campo da exploração espacial, diz Macron


“Precisamos de ser fortes e isso passa pela nossa Europa espacial, que continua frágil e devemos acelerar”, declarou Emmanuel Macron na Cimeira Espacial Internacional, que reúne em Paris cerca de dez chefes de Estado e de Governo.

O Presidente francês defendeu que se deve seguir o modelo dos Estados Unidos no setor aeroespacial e propôs um mecanismo europeu de lançamentos institucionais que agregue as necessidades da Comissão Europeia, da Agência Espacial Europeia (ESA) e dos Estados-membros.

“Os Estados Unidos souberam construir isso para estruturar a sua oferta. Essa é a chave se queremos atingir o volume adequado e assegurá-lo (…). A Europa não pode investir milhares de milhões nos seus foguetões e depois comprar os seus lançamentos a conta-gotas”, observou.

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje “investimentos de grande escala” na UE para garantir a segurança do espaço, recordando os recentes ataques a infraestruturas críticas, a anunciar “uma nova era” tecnológica.

Lusa | 11:26 – 10/09/2026

“Se não desenvolvermos a nossa competitividade [europeia], não teremos qualquer hipótese”, alertou Macron.

O Presidente francês declarou que a Europa deve desenvolver os seus próprios voos tripulados e assumir plenamente a “preferência europeia” no espaço.

“A Europa deve voar com as suas próprias tripulações! (…) Queremos que a Europa afirme a sua ambição nos voos tripulados”, declarou.

“Quero ver, daqui a dois anos, a primeira cápsula de carga europeia, a Nyx, acoplar-se à Estação Espacial Internacional (EEI); daqui a cinco anos, o primeiro módulo lunar europeu Argonaut aterrar na superfície da Lua; e, daqui a dez anos, a primeira cápsula europeia tripulada levantar voo de Kourou [cidade na Guiana francesa, onde está localizado um centro espacial] com astronautas europeus e de outras nações a bordo”, acrescentou.

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Lusa | 16:18 – 20/08/2026

A soberania europeia foi uma das questões abordadas pelo Presidente francês.

“Para termos uma verdadeira independência tecnológica e podermos escolher os nossos parceiros em cada uma das capacidades críticas, a Europa deve estar entre os principais atores mundiais, especialmente na comunicação e na IA [inteligência artificial]”, afirmou.

Macron defendeu uma governação partilhada do espaço, com uma regulamentação à “altura dos desafios” e uma Europa que se torne um dos “principais protagonistas mundiais” do setor.

“Apesar do tratado de 1967, o espaço exterior continua a ser o único grande bem comum global que não é objeto de uma regulamentação à altura dos desafios (…). É necessária uma governação partilhada para responder a estes desafios”, acrescentou o chefe de Estado francês.

Na quarta-feira, o diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, estimou em 10 mil milhões de euros o investimento, ao longo de 10 anos, que a Europa necessita para alcançar a independência espacial.

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“Seremos passageiros ou pilotos?”, questionou Aschbacher num discurso aos ministros europeus do setor espacial, reunidos na cimeira de Paris. Se a Europa apostar decisivamente na exploração espacial, a ESA estimou que deverá investir cerca de mil milhões de euros por ano durante uma década.

Não fazer esta aposta teria também um custo de cerca de cinco mil milhões de euros em dez anos, destinados sobretudo à compra de voos a fornecedores estrangeiros e sujeitos a autorizações para operar fora do controlo europeu, disse Aschbacher.

“A dependência tem um custo. A Europa não vai partir do zero”, mas a distância em relação aos líderes mundiais do setor espacial “está a aumentar, tanto ao nível financeiro como tecnológico”, alertou.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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