Estudo. Afinal, há alimentos ultraprocessados que fazem bem à saúde

Durante um encontro anual de nutrição Maryland, nos Estados Unidos, foi apresentado um estudo que deu uma nova visão sobre alimentos que são considerados prejudiciais. A investigação mostrou que alguns alimentos ultraprocessados podem até fazer bem à saúde. De acordo com o Daily Mail, a equipa da Harvard T.H. Chan School of Public Health analisou […]

Estudo. Afinal, há alimentos ultraprocessados que fazem bem à saúde
Estudo. Afinal, há alimentos ultraprocessados que fazem bem à saúde


Durante um encontro anual de nutrição Maryland, nos Estados Unidos, foi apresentado um estudo que deu uma nova visão sobre alimentos que são considerados prejudiciais. A investigação mostrou que alguns alimentos ultraprocessados podem até fazer bem à saúde.

De acordo com o Daily Mail, a equipa da Harvard T.H. Chan School of Public Health analisou dados de mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos para avaliar a qualidade da dieta e de que forma afetava o risco de doenças cardíacas ou diabetes. 

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Desta forma, descobriram que alguns alimentos ultraprocessados podem fazer parte de um consumo regular já que não são assim tão prejudiciais. É o caso de alguns cereais matinais e integrais, bem como leite, iogurtes de origem vegetal ou até alguns tipos de pães embalados. O estudo aponta que “não são inerentemente prejudiciais“.

“Embora muitos alimentos ultraprocessados ​​sejam considerados de baixa qualidade nutricional e geralmente devam ser consumidos com moderação ou evitados, o processamento em si não é inerentemente prejudicial”, revela ao Daily Mail a investigadora Xiaowen Wang.

Apesar de sugestões como fast food, batatas fritas, sumos e refrigerantes, sobremesas, batatas fritas e chocolates continuem a fazer parte da lista negra, há outros que até pode consumir de forma regular.

A equipa mostrou que quem seguiu uma dieta saudável ao longo do tempo tinha menos probabilidade de vir a ter doenças cardíacas ou diabetes. Revelaram ainda que fazia pouca diferença em termos de probabilidade com estas dietas continham alguns destes alimentos ultraprocessados ou minimamente processados. 

Desta forma, sugerem que deve ter muito mais tido em conta a qualidade nutricional dos alimentos do que grau com que é processado. Existem formas de classificar alimentos que não têm em conta o valor nutricional e isso pode ser uma falha. 

Assim, alguns alimentos que são rotulados como nutritivos possam ser vistos como ultraprocessados, enquanto que alguns pouco processos possam ser ricos em açúcar e ter pouco valor nutricional.

“Aconselhar as pessoas a evitarem universalmente alimentos ultraprocessados ​​pode levar a uma menor qualidade da dieta, uma vez que os alimentos ultraprocessados ​​saudáveis ​​são benéficos e os alimentos minimamente processados ​​não saudáveis ​​são prejudiciais”; continua Xiaowen Wang.

A sugestão é que sejam procurados alimentos mais ricos em nutrientes e de alta qualidade para reduzir o risco de doenças crónicas.

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Inês Morais Monteiro | 07:03 – 29/07/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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