Este sintoma (do olfato) pode diagnosticar Alzheimer precocemente

A idade não perdoa, mas à medida que envelhecemos, nem só os problemas de colesterol e de pressão arterial contam. Apesar de não ser tão óbvio, médicos explicaram ao BestLife que há uma alteração significativa num dos seus cinco sentido e que deve prestar atenção.    Não é possível impedir o aparecimento de Alzheimer, mas […]

Este sintoma (do olfato) pode diagnosticar Alzheimer precocemente
Este sintoma (do olfato) pode diagnosticar Alzheimer precocemente


A idade não perdoa, mas à medida que envelhecemos, nem só os problemas de colesterol e de pressão arterial contam. Apesar de não ser tão óbvio, médicos explicaram ao BestLife que há uma alteração significativa num dos seus cinco sentido e que deve prestar atenção

 

Não é possível impedir o aparecimento de Alzheimer, mas controlar e prever esta doença, pode ser bem mais simples do que imagina.

Investigações recentes citadas pela mesma fonte revelam que o nariz pode ajudar tanto a prever como a prevenir o aparecimento de Alzheimer alguns anos antes.

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Em que consistiu a investigação?

Um estudo  publicado na revista Nature Communications, conduzido por cientistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) e da Ludwig-Maximilians-Universität München (LMU), analisou as capacidades cerebrais de ratos a longo prazo. Para o desenvolvimento deste estudo começaram por dividir estes animais em grupos específicos: Ratos saudáveis ficaram separados dos ratos com Alzheimer.

A equipa responsável pela observação dos ratos jovens com Alzheimer apresentaram uma “degeneração precoce das fibras nervosas vitais do locus coeruleus“, o que é responsável por “regular uma variedade de mecanismos fisiológicos, como fluxo sanguíneo cerebral, ciclos do sono e processamento sensorial”, incluindo o olfato. 

Isto tudo, “muito antes das placas amiloides, que normalmente indicam progressão da doença aparecerem nos cérebros destes animais”.

Este fenómeno, além de ter sido observado, também foi comprovado “através de testes de olfato realizados com respostas de alimentos”.

Posteriormente, a equipa de investigação adaptou o estudo para humanos, “examinando tecido cerebral retirado de pacientes doentes que haviam desenvolvido Alzheimer, descobrindo que os cadáveres apresentavam os mesmos sinais de degeneração nos bulbos olfativos”.

O que significa esta descoberta?

Alterações no seu olfato podem representar sinal precoce de Alzheimer e a equipa de investigadores explica que explica que “células imunes conhecidas como microglia começam a apresentar mau funcionamento e a remover conexões entre essas duas partes do cérebro”, causando essas alterações no funcionamento..

Lars Paeger, cientista deste estudo, aponta à mesma fonte que a doença de Alzheimer é associada e descrita por “alterações nas fibras nervosas que ligam o locus coeruleus ao bulbo olfativo”.

Identificação precoce ajuda a atrasar o aparecimento da doença

Herms adianta que esta “descoberta pode abrir caminho para a identificação precoce de pacientes em risco de desenvolver Alzheimer, permitindo que passem por testes abrangentes para confirmar o diagnóstico antes que surjam problemas cognitivos”, assim, será possível “desenvolver uma intervenção precoce com anticorpos amiloide-beta, aumentando a probabilidade de resposta positiva”, conclui.

Segundo um estudo publicado na revista Neurology, uma vacina comum pode reduzir o risco de doença de Alzheimer em 55%. Os efeitos foram comprovados em adultos com mais de 65 anos.

Adriano Guerreiro | 09:47 – 08/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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