Este hábito matinal comum pode aumentar risco de demência, alerta estudo

Embora existam evidências científicas que  indicam que o jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas a perder peso, no que diz respeito ao pequeno-almoço o efeito poderá ser o contrário. Segundo o EatingWell, um estudo publicado pelo Journal of Neurorestoratology, em 2024, concluiu que não tomar o pequeno-almoço pode ter consequências negativas a longo prazo na […]

Este hábito matinal comum pode aumentar risco de demência, alerta estudo
Este hábito matinal comum pode aumentar risco de demência, alerta estudo


Embora existam evidências científicas que  indicam que o jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas a perder peso, no que diz respeito ao pequeno-almoço o efeito poderá ser o contrário.

Segundo o EatingWell, um estudo publicado pelo Journal of Neurorestoratology, em 2024, concluiu que não tomar o pequeno-almoço pode ter consequências negativas a longo prazo na saúde do cérebro. 

Como é que o estudo foi feito?

O estudo foi observacional, o que significa que os investigadores observaram os participantes sem criar condições específicas. 

Cada uma das pessoas viveram normalmente e registaram o horário das suas refeições de maneira a que os pesquisadores pudessem comparar os dados. 

Embora 973 indivíduos tenham sido selecionados para participar do estudo, apenas 859 completaram o período de três anos. Destes, 117 foram classificados como pessoas que habitualmente não tomavam o pequeno-almoço.

O que o estudo descobriu?

Na avalição inicial não se registaram diferenças significativas no desempenho cognitivo entre os participantes que tomavam ou não o pequeno-almoço.

Só ao fim de 36 meses é que as diferenças se começaram a notar. Os investigadores descobriram que quem não comia de manhã apresentava níveis mais elevados de determinados biomarcadores de neurodegeneração

Cerca de 34 indivíduos que dispensavam a primeira refeição do dia foram submetidos a uma ressonância magnética apresentando uma atrofia cerebral (encolhimento) mais significativa

Após a adaptação para outros fatores de influência, como a idade e o IMC, o estudo sugere que não tomar o pequeno-almoço regularmente pode ser um fator de risco para o declínio cognitivo em adultos mais velhos.

Os pesquisadores acreditam que este hábito pode aumentar diretamente  biomarcadores de declínio cognitivo e reduzir o tamanho do cérebro. 

O ponto chave é o hábito. Uma vez que estes se formam ao longo do tempo, muitas destas pessoas já tinham passado anos sem comer de manhã. Ora, as alterações cerebrais que resultam na doença de Alzheimer e outras formas de demência podem começar décadas antes do aparecimento dos sintomas. 

Por isso, se não costuma comer de manhã, este é um hábito que deverá repensar. Poderá apostar em refeições mais práticas, como smoothies. A aveia adormecida e pudim de chia podem ser preparados com antecedência. Existem ainda outras opções como ovos e pão escuro. 

O consumo excessivo de álcool pode ter um impacto muito maior na saúde cerebral do que se pensava. Uma nova revisão científica indica que este comportamento está fortemente associado ao aumento do risco de demência, incluindo casos precoces, sugerindo que reduzir o álcool pode ser uma medida importante de prevenção.

Mariline Direito Rodrigues | 08:46 – 05/06/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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