
Yang Fan, porta-voz do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), organismo de promoção comercial tutelado pelo Conselho de Estado (Governo chinês), afirmou que a revisão da futura Lei da Cibersegurança da UE e a proposta de Lei de Aceleração Industrial ultrapassam as necessidades legítimas de segurança e impõem restrições “discriminatórias” a fornecedores e investidores estrangeiros.
Segundo o jornal oficial Global Times, Yang defendeu que ambas as iniciativas violam princípios fundamentais da OMC e outros compromissos internacionais em matéria de comércio e investimento.
A responsável apelou ainda a Bruxelas para eliminar ou alterar de forma substancial as disposições que, na perspetiva do CCPIT, discriminam empresas de determinados países, defendendo a manutenção de um mercado “aberto e não discriminatório”.
O objetivo é “reforçar a segurança e a resiliência das operações, redes, sistemas e clientes do Grupo em todo o mundo”. Numa fase inicial, o centro empregará cerca de 40 especialistas, estando os processos de recrutamento já em curso e a decorrer até ao final do ano.
Notícias ao Minuto | 10:39 – 29/07/2026
As declarações surgem numa altura em que a China e a UE mantêm vários diferendos comerciais relacionados com política industrial, cibersegurança e restrições ao investimento.
Embora ambas as partes tenham garantido esta semana que continuarão a negociar para tentar equilibrar a relação económica bilateral, persistem divergências em torno de iniciativas europeias que Pequim considera discriminatórias para as empresas chinesas.
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Fonte: Notícias ao Minuto
