Eis o hábito que produz “mudanças cerebrais semelhantes a psicodélicos”

Já seria de prever que uma aula de ioga fosse mais relaxante do que uma ida para o trabalho, principalmente, numa cidade grande, em que tem de apanhar mais do que dois transportes diferentes para se deslocar. No entanto, há algo mais do que “um estado transcendente” que esta prática pode trazer para a saúde […]

Eis o hábito que produz “mudanças cerebrais semelhantes a psicodélicos”
Eis o hábito que produz “mudanças cerebrais semelhantes a psicodélicos”


Já seria de prever que uma aula de ioga fosse mais relaxante do que uma ida para o trabalho, principalmente, numa cidade grande, em que tem de apanhar mais do que dois transportes diferentes para se deslocar.

No entanto, há algo mais do que “um estado transcendente” que esta prática pode trazer para a saúde do seu cérebro – pode mesmo chegara a produzir “mudanças cerebrais semelhantes a psicodélicos”.

Especialistas dão conta de algo “mais profundo do que um alívio de stress”.

A investigadora biomédica Hemal Patel, da UC San Diego descreve que “trata-se de mudar fundamentalmente a forma como o cérebro passa a encarar a realidade e quantificar biologicamente essas mudanças.”

O que é que diz a ciência sobre a prática de ioga como um hábito diário?

Um estudo citado pela mesma fonte, publicado na Communications Biology em 2025, sugeriu que mais do que fazer ioga, participar num retiro de meditação de sete dias está associado “a uma espécie de reprogramação neurológica”.

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Segundo detalham, os participantes desta investigação obtiveram efeitos positivos na saúde em menos do tempo previsto.

O que é que envolveu este estudo?

Ao longo de uma semana, para levar a cabo a investigação foram necessárias algumas atividades dentro da temática do bem-estar: Desde sessões de meditação guiada, nas quais se implementaram técnicas de respiração consciente e rituais de cura em grupo.

Depois destas práticas os especialistas constataram que “a atividade cerebral foi reduzida a um modo padrão, que está associado ao pensamento autorreferencial e direcionado internamente”.

A par disso, descrevem ainda que a atividade cerebral também foi “reduzida na rede de saliência, que ajuda a detectar tanto estímulos internos quanto externos.”

Para perceber a complexidade desta prática, foram usados ainda outros marcadores de mudança detetados no sangue dos participantes e “incluíram uma mudança em direção ao metabolismo glicolítico, sinais de modulação imune e aumento de opioides endógenos”, isto é, substâncias químicas naturais para alívio da dor no corpo.

“Observar tanto mudanças no sistema nervoso central nos exames cerebrais quanto mudanças sistémicas na química sanguínea ressalta que essas práticas mente-corpo atuam em escala corporal inteira”, descrevem.

No entanto, para ver resultados positivos na sua condição psicológica e na saúde geral do cérebro, note que não precisa de fazer um retiro espiritual ou de meditação para o resto da vida. Estes especialistas garantem que ao incluir a meditação como um hábito diário, já conseguirá ver a vida a mudar significativamente.

Um estudo recente relaciona a atividade cerebral com comportamentos do dia a dia. Os especialistas mostram como a postura que adotamos pode influenciar não apenas a saúde física, mas também as decisões que tomamos. Saiba como.

Inês Morais Monteiro | 10:00 – 13/08/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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