E vão 4. Número de países a virar costas a Infantino não para de crescer

O apoio à recandidatura de Gianni Infantino para a presidência da FIFA, com vista ao período de 2027 e 2031, começa a cair qual castelo de cartas. Esta segunda-feira, no espaço de pouco mais de quatro horas, foram quatro as federações que tornaram pública a decisão de voltar atrás na intenção de reconduzirem o ítalo-suíço […]

E vão 4. Número de países a virar costas a Infantino não para de crescer
E vão 4. Número de países a virar costas a Infantino não para de crescer



O apoio à recandidatura de Gianni Infantino para a presidência da FIFA, com vista ao período de 2027 e 2031, começa a cair qual castelo de cartas. Esta segunda-feira, no espaço de pouco mais de quatro horas, foram quatro as federações que tornaram pública a decisão de voltar atrás na intenção de reconduzirem o ítalo-suíço no cargo.

Ao início da tarde, foi a vez de a Federação de Futebol da Sérvia (FSS) recuar no posicionamento face ao sufrágio para o papel de líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, que está agendado para 18 de março de 2027 (sendo o prazo limite para a apresentação de novas candidaturas o próximo dia 18 de novembro).

“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato enquanto presidente da FIFA. Gostaríamos de recordar que oferecemos ao Sr. Infantino apoio escrito, a 25 de maio deste ano, mas, depois de considerarmos cuidadosamente os eventos que danificaram seriamente a reputação, quer da FIFA, quer do seu presidente, no passado recente, esta é a única decisão lógica e racional”, pode ler-se.

“A Federação de Futebol da Sérvia acredita que o futuro do futebol mundial deve ser baseado na transparência, no diálogo, no respeito mútuo e na parceria entre todas as confederações e federações nacionais. Acreditamos que nenhuma decisão de importância estratégica para o futuro do futebol deve ser tomada sem um amplo consenso e uma consulta aberta com todos os ‘stakeholders’ relevantes”, prossegue.

“A Federação de Futebol da Sérvia permanece comprometida com a cooperação com a FIFA, a UEFA e todas as federações nacionais, de maneira a desenvolver e fazer evoluir o futebol, mas acredita que, desta feita, uma nova confiança, uma nova abordagem e uma nova liderança são necessárias para contribuir para a renovação do diálogo, da união e da credibilidade das instituições futebolísticas internacionais”, completa.

Suécia já não tem “confiança na liderança de Gianni Infantino”

Já Simon Astrom, presidente da Federação Sueca de Futebol (SvFF), foi mais longe: “Numa extraordinária reunião da direção, na segunda-feira, tomámos a decisão de que já não temos confiança na liderança de Gianni Infantino. Isto tem como base a nossa avaliação dos desenvolvimentos no seio da FIFA ao cabo de um longo período de tempo”.

“Vemos falhas recorrentes ao nível da governação, da transparência e da gestão. O futebol deveria ser caraterizado pela abertura, pela responsabilização e pelo respeito pelos princípios democráticos. Quando já não vamos que isto permeia a liderança, precisamos de agir. Nesse sentido, vamos, agora, trabalhar em conjunto com a UEFA e outras federações nacionais para encontrar um candidato alternativa”, apontou.

O dia, recorde-se, começou com a a Federação do País de Gales (FAW) a tornar-se na primeira a retirar publicamente o apoio à reeleição de Gianni Infantino: “Os recentes fracassos em boa governação, processos, liderança, valores, gestão de ‘stakeholders’, comunicações e julgamento sólido levaram-nos a uma posição na qual o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer ao leme do futebol mundial. Falhar em colocar os melhores interesses do futebol em primeiro lugar é algo que não podemos aceitar”.

Instantes depois, a estação televisiva britânica Sky News fazia saber que a Federação de Futebol de Inglaterra (FA) também virava costas ao advogado, em protesto contra a proposta de criação da  FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo).

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Fonte: Notícias ao Minuto

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