Dos lucros do Benfica à centralização. As explicações de Nuno Catarino

Nuno Catarino, diretor financeiro e vice-presidente do Benfica concedeu uma entrevista à BTV, onde falou sobre os resultados do primeiro semestre de 2025/26 do clube encarnado. Tendo por base os 29 milhões de euros de lucro apresentado, O CFO das águias garantiu que o clube não precisa da centralização dos direitos televisivos. “O resultado de […]

Dos lucros do Benfica à centralização. As explicações de Nuno Catarino
Dos lucros do Benfica à centralização. As explicações de Nuno Catarino



Nuno Catarino, diretor financeiro e vice-presidente do Benfica concedeu uma entrevista à BTV, onde falou sobre os resultados do primeiro semestre de 2025/26 do clube encarnado. Tendo por base os 29 milhões de euros de lucro apresentado, O CFO das águias garantiu que o clube não precisa da centralização dos direitos televisivos.

“O resultado de 29 milhões de euros é obviamente bastante bom. Mas eu gostaria de ressaltar esta parte de estarmos a falar de um aumento de 6 por cento no resultado recorrente operacional do clube, que aumenta para os tais 6,7 milhões de euros, que eu acho que – se queremos ver o clube sem o futebol, porque o futebol podemos sempre vê-lo à parte, olhando para a SAD – é talvez a maneira em que se pode ter mais granularidade e melhor entendimento do que estamos aqui a falar”, referiu.

Em relação ao atual decreto-lei da centralização, Nuno Catarino afirma que se baseia num modo de consumo de há dez anos, pelo que refere que “ninguém vai gostar do resultado final em 2028”.  Por isso, apresentou duas soluções.

“O que temos dito é que fazem sentido duas coisas na centralização: um adiamento do que está feito para dar tempo para fazer o trabalho de casa, que não foi feito até agora, e repensar um pouco o modelo, mas, sobretudo para estes clubes, que façam uma centralização voluntária, ou seja, se juntem, e isso faz todo o sentido. Juntarem-se 10, 20, 30, quem se quiser juntar. Empacotam o seu produto, tentam vender o seu produto no mercado e temos aqui uma centralização voluntária de quem precisa deste formato como está aqui”, disse.

Para além disso, o vice-presidente destacou o novo contrato do Benfica com a NOS, que culminou em resultados “superiores àquilo que tinha antes”.

“A primeira coisa é: o Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa. O Benfica não precisa. Ainda agora foi ao mercado, em condições que já não eram muito fáceis pelo facto de só poder vender um produto para dois anos, quando toda a gente procura um produto a cinco anos, ou a 10 anos. É inaudito ir ao mercado para vender um produto desportivo a 2 anos, porque não há tempo suficiente para um operador, que queira inovar, fazer inovações suficientes no produto para ter resultados. Apesar disso, tivemos um resultado muito melhor do que qualquer pessoa no meio esperava, e muitas pessoas tiveram de engolir algumas coisas que disseram no passado, porque o resultado do Benfica foi superior àquilo que tinha antes, num contexto que eu já defini como adverso, com o qual todos concordamos”, explica.

Benfica District em fase de licenciamento

Nuno Catarino informou que o projeto Benfica District está em fase de licenciamento com a Câmara Municipal, sendo que não há “previsíveis obras de monta no prazo de um ano”.

“Estamos sempre a falar a um ano de distância para haver obras, tanto que a próxima época desportiva e as seguintes dentro do estádio ocorrerão com toda a normalidade. A partir do próximo ano, haverá algumas disrupções na envolvente do estádio, porque isso decorre das obras. Mas, obras, obras, daqui a um ano estará a perguntar-me em que mês é que vão começar as obras, mas não é previsível”, referiu. 

“Esperamos ter uma resposta para o licenciamento nos próximos meses. A partir daí, talharemos ainda mais os projetos, traremos a bordo potenciais operadores que explorem alguns dos diferentes espaços, também no modelo que procurámos explicar nas assembleias explicativas e na Assembleia Geral. E, depois, talvez daqui a nove meses, teremos o project finance, digamos assim, aí, sim, bastante bem definido. O projeto concreto, que está aprovado, terá sempre variações versus o que está previsto, e vamos fazendo os ajustamentos, e, aí, seguirá o processo, o projeto, de forma normal. Este é o plano, e não mudou de há quatro meses para agora”, apontou. 

Nuno Catarino admite que vão existir “algumas condicionantes de acessos” e que estão a ser procurados espaços para as modalidades poderem jogar. 

Haverá ajustes sem Champions

O diretor financeiro admite que, se não existir Liga dos Campeões na próxima época, vão existir ajustes.

“Para já, o cenário, obviamente, é de chegarmos à Liga dos Campeões. Esse é o cenário central e é sempre para isso que trabalhamos. Nalguma eventualidade, acredito, muito remota, de ser algo diferente — também já aconteceu no Benfica no passado, e acontece em muitos outros clubes —, tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica. Mas estaremos cá para fazer esse trabalho”, assegurou. 



Fonte: Notícias ao Minuto

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