De Cristiano Ronaldo à tatuagem. As confissões de Mateus Fernandes

Mateus Fernandes concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal britânico The Sun, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelo significado da tatuagem que ostenta no braço esquerdo, onde surge ao lado de António Paulo (ou Tozé, como era conhecido), o homem que o lançou nas camadas jovens do Olhanense. “Esta […]

De Cristiano Ronaldo à tatuagem. As confissões de Mateus Fernandes
De Cristiano Ronaldo à tatuagem. As confissões de Mateus Fernandes



Mateus Fernandes concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal britânico The Sun, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelo significado da tatuagem que ostenta no braço esquerdo, onde surge ao lado de António Paulo (ou Tozé, como era conhecido), o homem que o lançou nas camadas jovens do Olhanense.

“Esta tatuagem significa muito para mim. Em todos os jogos, coloco uma camisola deste homem no meu lugar, porque, na minha ótica, é a minha estrela da sorte. Ele foi o meu primeiro treinador, quando eu era miúdo, e levou-me ao centro de treinos. Foi o meu professor de futebol. Quando eu tinha dez ou 11 anos de idade, ele morreu de cancro. Fomos ao hospital, e, dois dias depois, ele morreu. Foi um momento difícil para nós”, começou por afirmar.

“Eu falo com ele todos os dias, todas as noites, por isso, tento ser o miúdo dele, como era antes, e deixá-lo orgulhoso. Falo com o Tozé, para que me dê bons conselhos e me ajude e a à minha família. Para que me apoie, e eu apoio a família dele. Quando entro em campo, peço-lhe que me mostre o caminho certo, que me apoie durante o jogo”, acrescentou.

O jogador do West Ham recordou o ‘mentor’ como alguém “muito otimista”: “Quando ele falava connosco, não era apenas sobre futebol. O Tozé tomava conta da tua família. Ele ia connosco a restaurantes e pagava para nós viajarmos. Ele sabia que, por vezes, não tinha a ver com o futebol. Quando és miúdo, queres ser futebolista, mas, na minha vila, só eu e o Gonçalo Ramos, o avançado do Paris Saint-Germain, é que conseguimos”.

“Os outros rapazes – muitos, muitos rapazes – continuam, até agora, naquela vila. Nós temos de estar cientes disto, porque o futebol não é a coisa mais importante. A coisa mais importante são as relações, os amigos… E ele demonstrava-nos isso, todas as semanas”, completou.

“Com Cristiano Ronaldo na equipa, sentiria mais pressão”

Nesta mesma entrevista, o médio formado no Sporting confessou que encarou… com alívio o facto de não ter tido de partilhar balneário com Cristiano Ronaldo (que estava a contas com uma lesão muscular) na estreia ao serviço da principal seleção de Portugal, aquando do último estágio antes do arranque do Campeonato do Mundo.

“Retirou-me um pouco de pressão! Com ele na equipa, eu sentiria mais pressão. Ele é o maior jogador do meu país e do mundo, mas espero que, da próxima vez, jogue com ele”, acrescentou o jogador de apenas 21 anos de idade, que foi lançado por Roberto Martínez para o lugar de Bruno Fernandes, na reta final do triunfo conquistado sobre os Estados Unidos da América, por 0-2.

O companheiro de posição foi, de resto, a principal figura da equipa das quinas, no encontro de cariz particular disputado no Mercedes Benz-Stadium, recinto situado no estado norte-americano da Georgia, visto que foram dos seus pés que partiram os passes para os (decisivos) golos de Francisco Trincão e João Félix, aos 37 e 59 minutos, respetivamente.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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