
Seja pela inconsciência, pouco controlo ou falta de comunicação – fazer xixi na piscina tende a ser uma prática mais comum entre crianças.
No entanto, não são as únicas a fazê-lo. Não existem números precisos sobre a frequência, mas uma investigação publicada na revista Environmental Science & Technology Letters verificou que 40% de adultos americanos já admitiram ter feito xixi na piscina.
Além de causar um desconforto psicológico, esta prática também pode ser prejudicial para a saúde em muitos aspetos.
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Costuma ficar com os olhos vermelhos?
Depois de alguns mergulhos é comum culpar-se a presença de cloro, porém o problema pode ser outro: O xixi na piscina.
Para evitar qualquer irritação nos olhos ou na pele, recomendam que se “mantenham os níveis de alcalinidade, pH e cloro sempre equilibrados para uma piscina mais saudável e confortável”
O que origina o problema?
Não pense que o cloro ou quaisquer outras substâncias desinfetantes das piscinas são suficientemente fortes para eliminar os problemas que a urina pode desencadear.
Eis o que acontece quando se faz xixi numa piscina
“Quando a urina se combina com substâncias químicas presentes nas piscinas com cloro podem formar-se compostos potencialmente nocivos chamados subprodutos de desinfecção”, explica a toxicologista da MedStar Health, Kelly Johnson-Arbor ao Huff Post.
A par disso, clarifica que quanto mais matéria orgânica existir na piscina, “mais cloraminas serão produzidas”.
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A composição da urina desencadeia efeitos nocivos
A urina contém compostos como nitrogénio, ureia, e creatinina, explica Johnson-Arbor e segundo aponta, “esses compostos ricos em nitrogénio podem reagir com o cloro ou outros desinfetantes tradicionalmente encontrados nas piscinas, formando DBPs que podem causar efeitos nocivos à saúde. Essas cloraminas podem se acumular na água e liberar gases no ar”.
“Do ponto de vista de doenças infeciosas, urinar numa piscina com bastante cloro não representa um problema, contrariamente à presença de fezes”.
Não obstante, as cloraminas podem ser um problema, segundo Melendy. “Sempre que o cloro interage com matéria orgânica, produz cloraminas e quanto mais cloraminas forem produzidas, maior o risco de irritação na pele, olhos e pulmões.”
Segundo estes especialistas, esta situação é particularmente problemática para pessoas com problemas respiratórios e agrava-se se a piscina não estiver num local bem ventilados.
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Inês Morais Monteiro | 16:25 – 14/07/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
