
Tanto emocional como intelectualmente, é sabido que as crianças não evoluem ao mesmo tempo. Especialistas de pediatria reforçaram ao YourTango que a inteligência das crianças tende a ser frequentemente afetada por alguns hábitos diários.
Mas, afinal, o que distingue uma criança sobredotada de uma criança com uma inteligência trabalhada?
O manual “Atlas Capacidades e Sobredotação” da Direção-Geral da Educação refere que, contrariamente à sobredotação, “a sobredotação pode expressar-se nalguma e não em todas estas formas de inteligência”.
Em termos práticos estes termos tendem a ser confundidos, mas há como trabalhar o desenvolvimento intelectual infantil — estes especialistas garantem que tudo depende dos hábitos que os pais incutem ao longo da infância e não só.
O “desenvolvimento intelectual tende a ser fortemente negligenciado” pela omissão de algumas práticas diárias. Saiba a que rotinas essenciais se referem estes especialistas.
Hirsh Pasek esclarece à NPR que a forma como os pais criam os filhos atualmente irá produzir alguns efeitos anos mais tarde. “Caso contrário terá um ambiente familiar insuportável”.
Eis as rotinas imprescindíveis no desenvolvimento das crianças
Desenvolver vários tipos de comunicação
Entre regras de transparência e assertividade, seja através de atividades básicas como falar, escrever, ler e ouvir, esta é uma das regras de formas de comunicação que as crianças precisam mesmo de desenvolver. A coach familiar T-Ann Pierce aconselha a “desenvolver as habilidades de comunicação mais eficazes para conversar com seus filhos como uma parte importante da parentalidade que evita que seja uma porta aberta para mal-entendidos, raiva ou ressentimentos no futuro” ao mesmo tempo que esta regra “fortalece e pode conectar mais profundamente os pais e os filhos”.
A par disso, a especialista esclarece que a forma como ensina é a forma como os filhos vão comunicar no futuro. Se o centro do diálogo dos pais se basear em manipulação ou cobranças, é provável que a criança reflita os mesmos padrões.
Focar nos conteúdos certos
Apesar do “conteúdo ser construído também com base na comunicação”, como refere Hirsh Pasek, este tópico pode influenciar todo o diálogo entre pais e filhos.
Note que, o conteúdo diz respeito aos assuntos abordados por exemplo nos livros e ao facto desse momento ser partilhado em família:
“Ler para uma criança constrói autoestima e fortalece os laços com os adultos”, sugere a psicóloga familiar Julie Nise. “A sensação de ser o centro das atenções é algo tão valioso para uma criança”.
Segundo o raciocínio desta profissional de saúde mental, todas as pessoas falam sobre si e sobre alguns problemas: “Mas quem é que lê para si? Só alguém profundamente ligado a você que se importe realmente” e as crianças acabam por sentir isso de forma implícita.
Focar no pensamento crítico
Por sua vez, esta regra vai depender das anteriores, mais concretamente do conteúdo. Posto isto, esta especialista apela a uma interação mais aprofundada entre pais e filhos: “Exige que os pais não forneçam somente informações às crianças, mas que permitam que elas pensem por elas”.
Hirsh Pasek garante que o maior erro parental é responder ‘porque sim’. Faça questões de volta e permita que consigam criar um raciocínio individual.
O transporte de crianças em carros obedece a certas normas, incluindo o uso de sistema de retenção. No entanto, mesmo que as regras sejam cumpridas, erros podem deixar o menor exposto a riscos significativos.
Notícias ao Minuto | 11:10 – 30/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto