
A polémica estalou no Mundial2026 devido a uma decisão da FIFA com Donald Trump à mistura.
Depois de ter sido ‘anulado’ o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, avançado dos EUA, as reações não tardaram em chegar. Em causa está um telefonema de Donald Trump que pediu a revisão do castigo ao jogador que terá dado origem à nova decisão da FIFA.
Uma das pessoas que já reagiu foi Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, que não poupou críticas e arrasou a influência política do país anfitrião.
“Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados com base nas regras, nas provas e por órgãos independentes. Se um Presidente dos Estados Unidos intervém junto do Presidente da FIFA — e um jogador é subitamente ilibado antes de um jogo a eliminar do Campeonato do Mundo — a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis, FIFA? O futebol nunca deve tornar-se um campo de jogo para o poder político”, escreveu o antigo dirigente no seu perfil na rede social X (antigo Twitter).
Red cards are not overturned by political phone calls. They are overturned by rules, evidence and independent bodies. If a U.S. President intervenes with the FIFA President — and a player is suddenly cleared before a World Cup knockout match — the question is unavoidable: Quo…
— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) July 6, 2026
O que aconteceu?
Tudo começou no duelo entre os Estados Unidos da América e a Bósnia e Herzegovina dos 16avos de final, na passada quarta-feira. Ora, aos 64 minutos, Folarin Balogun pisou o pé de Tarik Muharemovic e recebeu um cartão vermelho direto.
Em virtude disso e, de acordo com as regras da FIFA, o jogador de 25 anos de idade iria enfrentar uma suspensão por um jogo. Contudo, o organismo tomou uma decisão que alterou o rumo da história e deu origem à polémica.
Isto porque a sanção foi levantada ao avançado norte-americano, pelo que poderá entrar nas contas de Mauricio Pochettino para o jogo dos ‘oitavos’, na madrugada de segunda para terça-feira.
Só que esta decisão da FIFA terá sido tomada depois de Donald Trump ter telefonado para Gianni Infantino, a pedir que fosse feita uma revisão do castigo, tal como adiantou o jornalista Ben Jacobs.
Ainda assim, a FIFA garante que a decisão de suspender o castigo foi tomada com base no artigo 27 do seu código disciplinar. Em causa está a possibilidade de “o órgão competente pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar”.
Quem não tardou em comemorar esta decisão do organismo foi o próprio Donald Trump, na rede social ‘Truth Social’.
“Obrigado à FIFA por fazer o que está correto e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente norte-americano.
Recorde-se que este não é um caso único e se recuarmos a 1962, o mesmo aconteceu. Naquela altura, Garricha (avançado brasileiro) foi expulso no duelo das meias-finais, mas foi autorizado a disputar a final do Mundial após um telefone do, na altura, primeiro-ministro brasileiro, Tancredo Neves.
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Fonte: Notícias ao Minuto
