Cartões vermelhos não são revertidos por telefonemas políticos

A polémica estalou no Mundial2026 devido a uma decisão da FIFA com Donald Trump à mistura. Depois de ter sido ‘anulado’ o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, avançado dos EUA, as reações não tardaram em chegar. Em causa está um telefonema de Donald Trump que pediu a revisão do castigo ao jogador que terá […]

Cartões vermelhos não são revertidos por telefonemas políticos
Cartões vermelhos não são revertidos por telefonemas políticos



A polémica estalou no Mundial2026 devido a uma decisão da FIFA com Donald Trump à mistura.

Depois de ter sido ‘anulado’ o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, avançado dos EUA, as reações não tardaram em chegar. Em causa está um telefonema de Donald Trump que pediu a revisão do castigo ao jogador que terá dado origem à nova decisão da FIFA. 

Uma das pessoas que já reagiu foi Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, que não poupou críticas e arrasou a influência política do país anfitrião.

“Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados com base nas regras, nas provas e por órgãos independentes. Se um Presidente dos Estados Unidos intervém junto do Presidente da FIFA — e um jogador é subitamente ilibado antes de um jogo a eliminar do Campeonato do Mundo — a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis, FIFA? O futebol nunca deve tornar-se um campo de jogo para o poder político”, escreveu o antigo dirigente no seu perfil na rede social X (antigo Twitter).

O que aconteceu?

Tudo começou no duelo entre os Estados Unidos da América e a Bósnia e Herzegovina dos 16avos de final, na passada quarta-feira. Ora, aos 64 minutos, Folarin Balogun pisou o pé de Tarik Muharemovic e recebeu um cartão vermelho direto. 

Em virtude disso e, de acordo com as regras da FIFA, o jogador de 25 anos de idade iria enfrentar uma suspensão por um jogo. Contudo, o organismo tomou uma decisão que alterou o rumo da história e deu origem à polémica. 

Isto porque a sanção foi levantada ao avançado norte-americano, pelo que poderá entrar nas contas de Mauricio Pochettino para o jogo dos ‘oitavos’, na madrugada de segunda para terça-feira. 

Só que esta decisão da FIFA terá sido tomada depois de Donald Trump ter telefonado para Gianni Infantino, a pedir que fosse feita uma revisão do castigo, tal como adiantou o jornalista Ben Jacobs.

Ainda assim, a FIFA garante que a decisão de suspender o castigo foi tomada com base no artigo 27 do seu código disciplinar. Em causa está a possibilidade de “o órgão competente pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar”.

Quem não tardou em comemorar esta decisão do organismo foi o próprio Donald Trump, na rede social ‘Truth Social’.

“Obrigado à FIFA por fazer o que está correto e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente norte-americano.

Recorde-se que este não é um caso único e se recuarmos a 1962, o mesmo aconteceu. Naquela altura, Garricha (avançado brasileiro) foi expulso no duelo das meias-finais, mas foi autorizado a disputar a final do Mundial após um telefone do, na altura, primeiro-ministro brasileiro, Tancredo Neves.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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