
Bruno Fernandes concedeu, esta segunda-feira, uma extensa entrevista ao portal britânico Opta, na qual ‘abriu o livro’ a propósito de vários elementos ligados à maneira como o seu jogo tem vindo a evoluir, particularmente, desde que trocou o Sporting pelo Manchester United, em janeiro de 2020, a troco de uma verba inicial de 55 milhões de euros.
“Tem a ver com o espaço. Ao longo dos anos, as equipas começam a conhecer-me melhor, por isso, não querem dar-me tanto espaço quanto aquele que, provavelmente, me dariam, quando cheguei ao clube, porque não me conheciam tanto”, começou por afirmar o internacional português de 31 anos de idade.
“Há cinco anos, eu cobrava um pontapé de canto e limitava-me a colocar a bola no centro da grande área, para ver se alguém lá chegava. Hoje em dia, tenho de acertar num sítio, por isso, por vezes, é ainda mais difícil fazer uma assistência a partir de um lance de bola parada do que propriamente em jogo aberto”, acrescentou.
Olhando para os treinadores que o orientaram, a diferença é avassaladora. Com o compatriota Ruben Amorim, a sua expetativa de golos (sem contar com grandes penalidades) era de 0,21, e a de assistência de 0,26, ao passo que, com Michael Carrick, a primeira variante baixou para 0,14, e a segunda aumentou para 0,40.
O criativo tornou-se particularmente mais perigoso na ala direita do ataque, desde a chegada do ex-internacional inglês a Old Trafford, algo que justificou de forma simples: “Eu flutuo muito nessa zona, agora, com o Michael. Ele não quer que eu fique apenas preso no centro, por isso, muitas vezes, pede-me para encontrar esse espaço).
A diferença entre Marcus Rashford e… Cristiano Ronaldo
Desde a chegada ao Manchester United, Bruno Fernandes revelou-se uma autêntica ‘máquina’, não só de marcar golos (já lá vão 106, ao cabo de 324 jogos oficiais, em todas as competições), como, sobretudo, para realizar assistências (ao todo, foram 103, em menos de seis anos e meio, e há quem tenha saído especialmente beneficiado.
Na temporada de 2022/23, o internacional português criou 34 ocasiões de perigo para Marcus Rashford (atualmente, emprestado ao Barcelona) concretizar, o número mais elevado, até ao momento. Em 2020/21, o inglês beneficiou de 21 lances desta natureza, tantos quanto os que mereceu… Cristiano Ronaldo, em 2021/22.
“Quando olhas para os jogadores de topo que estão nessa lista, o Rashy é alguém que gosta de receber a bola nas costas da defesa e no espaço. Normalmente, eu conseguia encontrá-lo mais no espaço. O Cristiano faz pequenas diagonais nas costas dos defesas, por isso, eu colocava lá sempre a bola”, refletiu.
“Quando jogas um pouco mais recuado e tens malta tua frente, a jogar entre-linhas, tem apenas a ver com fazer com que aquela bola passe da melhor maneira possível, para lhes dar uma oportunidade de rematarem ou, eventualmente, de servir o outro número 10 ou o ponta de lança, naquele momento”, concluiu.
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Fonte: Notícias ao Minuto
