‘Bronca Mundial’. Egito e Irão não querem celebração LGBTQ+ em Seattle

O Campeonato do Mundo de 2026 só arranca dentro de mais de meio ano (mais concretamente, a 11 de junho, prolongando-se até 19 de julho), mas a primeira grande polémica está já a ser ‘cozinhada’, tendo como protagonistas Egito e Irão, seleções que partilham o Grupo G, juntamente com Nova Zelândia e Bélgica. Tudo começou […]

‘Bronca Mundial’. Egito e Irão não querem celebração LGBTQ+ em Seattle
‘Bronca Mundial’. Egito e Irão não querem celebração LGBTQ+ em Seattle



O Campeonato do Mundo de 2026 só arranca dentro de mais de meio ano (mais concretamente, a 11 de junho, prolongando-se até 19 de julho), mas a primeira grande polémica está já a ser ‘cozinhada’, tendo como protagonistas Egito e Irão, seleções que partilham o Grupo G, juntamente com Nova Zelândia e Bélgica.

Tudo começou na passada segunda-feira, quando o Comité Consultivo dos Jogos do Orgulho de Seattle (PMAC) tornou pública a intenção de aproveitar o encontro entre estas duas nações (nas quais a homossexualidade é reprimida), que está agendado para as 04h00 (hora de Portugal Continental) de 27 de junho, no Lumen Field para levar a cabo uma ação de celebração do movimento LGBTQ+.

A resposta não tardou, e, já na terça-feira, a Federação de Futebol do Egito (EFA) fez saber, em forma de comunicado partilhado através das plataformas oficiais, que enviou uma carta ao secretário geral da FIFA, Mattias Grafstrom, na qual comunicou que “rejeita completamente este tipo de atividades, que contradizem diretamente os valores culturais, religiosos e sociais”.

“A EFA explicou, na carta, que, apesar de a FIFA estar comprometida a garantir um ambiente respeitoso e acolhedor para todos os adeptos, e de maneira a manter o espírito de união e paz, é necessário evitar incluir atividades que possam provocar as sensibilidades culturais e religiosas entre os adeptos presentes de Egito e Irão, especialmente, porque são cultural e religiosamente incompatíveis nos dois países”, pode ler-se.

“A EFA baseou a sua carta nos princípios da FIFA, estipulados nos estatutos, especificamente, no Artigo 4, que enfatiza a neutralidade em assuntos políticos e sociais, a manutenção da neutralidade em questões polícias e sociais durante as competições da FIFA, e a garantia de que o futebol não é usado como plataforma para promover questões sensíveis ou controversas”, prossegue.

“Desta maneira, de forma a garantir que o jogo é disputado num ambiente de respeito e focado, exclusivamente, no plano desportivo, a EFA rejeita categoricamente estes apelos e exige que a FIFA não organize quaisquer eventos ou espetáculos relacionados com o apoio à homossexualidade dentro do estádio, no dia do jogo”, completa a nota.

Já o presidente da Federação de Futebol do Irão, Mehdi Taj, sublinhou, em declarações prestadas à agência noticiosa local ISNA, que ambos os países levantaram “objeções” contra esta iniciativa, chegando mesmo ao ponto de catalogar a mesma de “uma ação irracional que apoia um certo grupo”.

Egito-Irão em data especial

A intenção de fazer do Egito-Irão um ‘Jogo do Orgulho’, como está a ser apelidado, surgiu derivado do facto de este se disputar, precisamente, no fim de semana do ‘Seattle Pride’, e apenas dois dias antes do 57.º aniversário da Rebelião de Stonewall, que muitos entendem ser a origem do movimento destinado aos direitos LGBTQ+.

Na altura, uma série de protestos espontâneos levados a cabo pela população local de Stonewall Inn (um local conhecido pelos vários bares gay) culminaram numa violenta resposta por parte das forças da autoridade, desencadeando uma onda de solidariedade que se mantém, até aos dias de hoje.

Leia Também: Egito-Irão servirá para celebrar orgulho LGBTQ+ em Seattle no Mundial



Fonte: Notícias ao Minuto

PUBLICIDADE

Leia mais