
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu os atletas paralímpicos no Kremlin, em Moscovo, para a entrega de prémios estatais. A celebração contou com sorrisos, flores, agradecimentos… e champanhe.
Seis atletas russos puderam participar com a bandeira e hino nacionais nos Jogos Paralímpicos de Inverno, que decorreram em Milão e Cortina d’Ampezzo, Itália, entre 6 e 15 de março.
Apesar de só ter participado com seis atletas, a Rússia foi dos países mais bem-sucedidos, acumulando um total de 12 medalhas: oito de ouro, uma de prata e duas de bronze. Feitas as contas, o país ficou em terceiro lugar no quadro de medalhas, atrás da China (44) e dos Estados Unidos (24).
“Vocês mostraram claramente, tanto à Rússia como ao mundo inteiro, quem realmente está à altura da elevada missão de um atleta paralímpico, cuja missão e lema são conhecidos por todos: inspirar e encantar o mundo”, afirmou Putin, citado pela agência de notícias russa RIA Novosti.
“Pela primeira vez em 12 anos, pudemos ver nossa bandeira russa hasteada no pódio paralímpico e ouvimos o hino nacional russo com especial admiração e orgulho, graças a vocês”, acrescentou.
Putin concedeu ainda Ordem da Amizade aos esquiadores paralímpicos medalhistas Anastasia Bagiyan e Ivan Golubkov e aos esquiadores alpinos Alexei Bugayev e Varvara Voronchikhin.
Esta foi a primeira vez que a Rússia esteve presente em competições paralímpicas internacionais desde a invasão russa da Ucrânia. A partipação nos Jogos Paralímpicos de Inverno foi possível após o Comité Paralímpico Internacional ter decidido levantar as sanções à Rússia, em 2025.
A decisão abriu caminho a uma reintegração mais ampla da Rússia e da Bielorrússia no desporto mundial, dois anos antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (2028).
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Fonte: Notícias ao Minuto