
Poucos dias depois de a OpenAI ter lançado oficialmente um novo modelo de Inteligência Artificial – o GPT-6 Astra – parece que há, dentro da empresa, quem defenda um abrandamento no processo de desenvolvimento da tecnologia.
Jakub Pachocki, o “Chief Scientist” da OpenAI, defendeu que deve ser adotada “extrema cautela” e uma maior intervenção no desenvolvimento de Inteligência Artificial para que “os humanos se mantenham no controlo do futuro”.
As opiniões de Pachocki foram partilhadas numa publicação de blogue, com o especialista em Inteligência Artificial a mostrar-se preocupado com as potenciais consequências do desenvolvimento desregulado desta tecnologia.
A OpenAI anunciou terça-feira que o seu próximo modelo de inteligência artificial (IA), o Astra, é capaz de invadir sistemas bem protegidos de forma independente e será lançado com um sistema de monitorização para interromper as suas ações.
Lusa | 06:23 – 02/09/2026
“Preocupa-me que ninguém esteja preparado para as consequências de um crescimento rápido e contínuo da Inteligência Artificial”, escreveu Pachocki. “Estamos a lidar com uma transição para um mundo com máquinas incrivelmente inteligentes e temos de garantir que essa transição será a favor da humanidade”.
No que diz respeito ao que a OpenAI se encontra a fazer para salvaguardar os interesses da humanidade, Pachocki adiantou que a empresa continuará a “desenvolver sistemas defensivos” e a trabalhar em soluções de alinhamento entre as ações das máquinas e a intenção dos utilizadores humanos.
O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, parece concordar com o posicionamento do “Chief Scientist” da empresa e partilhou a publicação na rede social X. “Uma publicação important do Jakub”, escreveu Altman.
An important post from Jakub: https://t.co/YEntsN2fss
— Sam Altman (@sama) September 6, 2026
OpenAI e Microsoft processadas por treinarem IA com conteúdo alheio
A OpenAI e a Microsoft estão a ser alvo de um novo processo de órgãos de comunicação social nos EUA. Desta vez foram o Seattle Times e o Newsday que avançaram com um processo conjunto onde acusam as tecnológicas de treinarem modelos de Inteligência Artificial com conteúdo alheio.
Como conta a Reuters, no processo que deu entrada no estado de Nova Iorque é indicado que os modelos usados no ChatGPT, no Copilot e na versão do Bing com Inteligência Artificial recorrem a conteúdo destas publicações de media – nomeadamente conteúdos que só podiam ser acessíveis pagando por acesso aos sites.
Quase metade dos alunos portugueses de 15 anos usam a Inteligência Artificial para estudar e fazer trabalhos e há cada vez mais relatos de estudantes distraídos com os écrans durante as aulas.
Lusa | 08:36 – 08/09/2026
No processo é alegado que serviços com Inteligência Artificial conseguem reproduzir passagens e parágrafos inteiros dos artigos e reportagens dos jornalistas do Seattle Times e do Newsday. Estas empresas exigem portanto que a OpenAI e a Microsoft destruam todas as cópias do material obtido nos seus sites, assim como os modelos de treino criados a partir dos seus conteúdos.
“Acreditamos firmemente que devemos defender o nosso conteúdo – no qual investimentos milhões de dólares por ano para produzir – contra a utilização sem o nosso consentimento ou compensação”, pode ler-se no comunicado do CEO e presidente do Seattle Times, Alan Fisco, partilhado com os trabalhadores.
Por outro lado, as duas empresas tecnológicas citadas neste processo parecem não assumir qualquer responsabilidade.
A OpenAI refere que apenas usa material disponível publicamente para treinar os seus modelos de Inteligência Artificial, indicando assim que não recorreu a qualquer conteúdo exclusivo e acessível apenas a quem esteja disposto a pagar por acesso a ele. Já a Microsoft notou que está surpreendida pelo processo, mas nota que está disponível para se “sentar e explorar soluções”.
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Fonte: Notícias ao Minuto
