
O Cruzeiro deixou para trás os dois ‘amargos de boca’ consecutivos sofridos diante de Atlético Mineiro (derrota, por 1-3) e Universidad Católica (empate, a ‘zeros’), e regressou, na madrugada de sábado para domingo, às vitóras, ao levar a melhor sobre o Bahia, em plena Arena Fonte Nova, em Salvador, por 1-2.
Uma partida a contar para a 15.ª jornada do Brasileirão, que até começou da pior maneira possível para a equipa orientada pelo treinador português Artur Jorge, que se viu em desvantagem logo à passagem dos 27 minutos, devido a uma grande penalidade convertida por Luciano Juba, na sequência de uma falta cometida por Fabrício Bruno sobre Willian José, que acabaria mesmo por dar o lugar a Everaldo, em claras dificuldades físicas.
A ‘cambalhota’ no marcador começou a desenhar-se aos 42 minutos, por intermédio de Kauã Moraes, lateral-direito de apenas 19 anos de idade, e ficou concluída já aos 86, por via de um remate certeiro de uma outra jovem promessa, neste caso, Kaique Kenji, avançado de 20 anos de idade, que entrara para o lugar de Matheus Henrique, ao intervalo.
Cruzeiro e Bahia viram, agora, todas as atenções para a segunda mão dos 16avos de final da Taça do Brasil. Os primeiros terão pela frente o Goiás (a primeira mão culminou com um empate a duas bolas), na quarta-feira, e os segundos o Remo (depois de terem sofrido uma derrota ‘caseira’, por 1-3), logo no dia seguinte.
Arbitragem causa revolta
A deslocação ao estado brasileiro de Bahia teve um desfecho positivo, mas nem por isso bastou para silenciar a revolta do Cruzeiro para com a exibição assinada pela equipa de arbitragem liderada por Rodrigo José Pereira de Lima, que mereceu uma série de reparos por parte do diretor de futebol, Bruno Spindel, após o apito final.
“O Cruzeiro está muito incomodado com os erros de arbitragem que têm vindo a acontecer de forma recorrente e com a falta de critério da arbitragem. Temos vindo a falar com os órgãos competentes da CBF [Confederação Brasileira de Futebol] e a fazer o nosso trabalho de defesa dos interesses do Cruzeiro, mas, neste momento, achamos que é importante deixar pública a nossa insatisfação e os erros que foram cometidos”, atirou.
Na mira do dirigente esteve, sobretudo, o golo do empate, da autoria de Kauã Moreira, que começou por ser invalidado, por posição irregular, antes de a decisão ser corrigida pelo VAR: “O árbitro assistente não pode cometer um erro como aquele que foi cometido no primeiro golo, ainda que o VAR o tenha corrigido”.
“É um erro crasso, próximo da linha de grande área. O árbitro assistente está bem posicionado, não pode cometer um erro deste nível. Podia ser um outro tipo de erro que o VAR não corrigisse, num outro tipo de lance, então, a falta de critério também nos vem incomodando muito”, completou, em declarações reproduzidas pelo portal canarinho Globoesporte.
Os resultados (e as contas) do Brasileirão
A vitória do Cruzeiro sobre o Bahia, por 1-2, foi, de resto, a primeira que se registou na 15.ª jornada do principal escalão do futebol brasileiro, visto que os embates, quer entre Coritiba e Internacional, quer entre Fluminense e Vitória, terminaram empatados a duas bolas. No entanto, ainda sobra muito futebol por jogar.
Este domingo, a partir das 20h00 (hora de Portugal Continental), jogar-se-ão, em simultâneo, o Atlético Mineiro-Botafogo e o Remo-Palmeiras. Às 22h30, disputar-se-ão o Corinthians-São Paulo, o Mirassol-Chapecoense e o Santos-Bragantino, e às 23h30, o Grêmio-Flamengo. Para as 00h30 de segunda-feira, ficará reservado o Vasco da Gama-Athletic Paranaense.
Feitas as contas, com este conjunto de resultados, o Cruzeiro passa a somar 19 pontos e ascende, provisoriamente, ao nono lugar da tabela, com os mesmos 19 pontos do Vitória, que tem, no entanto, um jogo em atraso. O Bahia, por seu lado, permanece, para já, na sexta posição, com 22 pontos na contagem.
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Fonte: Notícias ao Minuto
