
Em conferência de imprensa em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia Thomas Regnier indicou que, após três meses de negociações, o executivo comunitário chegou a acordo para que a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) possa testar o modelo Mythos 5.
“É uma grande conquista”, defendeu o porta-voz.
No entanto, Thomas Regnier reconheceu que a versão do Mythos 5 que a ENISA vai poder testar não é a mais recente – o Mythos 5.1, lançado em 1 de setembro –, sem querer confirmar se o executivo está a negociar o acesso a essa nova versão.
“Temos acesso ao modelo anterior – que é muito avançado e capaz – e, neste momento, estamos focados em testar o Mythos 5”, referiu.
A norte-americana Anthropic acusou empresas chinesas de inteligência artificial, incluindo a Moonshot AI e a DeepSeek, de terem usado milhões de interações com o modelo Claude para tentar reproduzir as suas capacidades através de uma técnica conhecida como “destilação”.
Lusa | 08:03 – 11/09/2026
Questionado sobre a razão de a Comissão Europeia ter demorado três meses para conseguir testar o Mythos 5, quando países como o Reino Unido tiveram acesso antes, o porta-voz indicou que o executivo quis “estabelecer salvaguardas e termos e condições para garantir que o acesso fosse seguro”.
“Fomos convidados para testar o modelo já há algum tempo, mas quisemos ter essas garantias. Conseguimos e agora temos acesso oficial” ao modelo, disse.
Em junho, a Comissão Europeia e a Anthropic entraram em negociações para a ENISA poder testar o Mythos 5, um modelo de inteligência artificial que tem gerado preocupações pela sua capacidade de detetar falhas de cibersegurança.
Os avisos do investigador da Anthropic foram feitos numa altura em que anunciou a saída da empresa de Inteligência Artificial, notando que esta e a OpenAI se encontram “numa corrida para desenvolverem uma superinteligência que se melhora a ela própria”
Miguel Patinha Dias | 15:58 – 09/09/2026
A Anthropic afirma que as capacidades do Mythos são tão avançadas que permitem detetar ciberameaças que permaneceram ocultas durante 27 anos.
Desde então, a empresa assinou acordos com cerca de 40 empresas norte-americanas — incluindo as tecnológicas Apple, Google, Microsoft e Nvidia, bem como bancos como o Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley — para testar o modelo de inteligência artificial antes de o disponibilizar amplamente.
Na Europa, os ministros das Finanças da UE e o Banco Central Europeu (BCE) começaram a discutir os riscos que o Mythos pode representar para a banca europeia.
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Fonte: Notícias ao Minuto
