
Na gala de domingo, dia 23 de agosto, Sara, de 21 anos, partilhou a sua história na curva da vida do “Big Brother Verão”. Um testemunho marcado por momentos duros, sobretudo um episódio que viveu aos 14 anos.
Inicialmente, Sara recordo os momentos em que foi “excluída” quando andava na escola. “Era uma criança mais gordinha e todos os dias ficava sozinha, não tinha ninguém para brincar ou para falar.” E acabou por mudar de escola, mas nem tudo correu pelo melhor de início.
“Lembro-me perfeitamente de sermos três meninas, que eram as três mais excluídas da turma. As raparigas da minha turma muito bonitas, muito lindas, chamavam-me vaca, porca, gorda, nojenta, caixa de óculos“, lembrou, isto já depois de ter mudado de escola.
“Ao início tentei esconder da minha família, mas chegou a um ponto em que contei estava a ser igual ou pior. Muitas vezes perguntei aos meus pais por que me fizeram assim, por que era diferente e não podia ser bonita como elas. Era uma criança revoltada, triste, alguém que não se conseguia olhar ao espelho“, continuou.
“A minha mãe procurou médicos para me ajudar e aos 8 anos já tomava antidepressivos. Senti que aquilo estava a matar-me. Tentámos arranjar uma solução, que foi encontrar outro médico. Retirou-me a medicação toda e senti-me mais eu quando consegui reerguer-me sem precisar da medicação”, revelou.
Depois repetiu o quarto ano de escolaridade, tendo ficado numa outra turma onde foi bem recebida. No entanto, pouco anos depois, Sara viveu outro momento delicado, quando a mãe foi operada a um tumor cerebral. Mas, felizmente, tudo correu bem.
“Foi aqui que a vida me obrigou a cresce. O meu pai precisava da nossa ajuda. […] E vem a seguir a pior coisa de sempre”, acrescentou, lembrando depois o momento mais marcante da sua vida.
“Muitos homens deviam aprender a ouvir a palavra não”
“Com 14 anos, perdi a minha virgindade da pior maneira possível. Tinha ido a uma festa de anos e não correu como eu esperava. Muitos homens deviam aprender a ouvir a palavra não. E deviam aprender que o que se passa aqui não foi só aqui, que nos acompanha a vida toda. E que é muito mau. Sentia-me envergonhada por uma coisa que não fui eu que fiz. Não consegui contar a ninguém, guardei para mim e sofri sozinha com isto. Só fiz capaz de contar aos 18 anos aos meus pais. Passei 4 anos a tentar esquecer, como se fosse possível”, relatou.
Veja aqui o episódio completou da curva da vida de Sara.
“Se tiverem a passar por alguma coisa assim, façam queixa, falem com os vossos pais, ganhem força para procurar ajuda”
Depois de ter sido exibida a sua curva da vida, Sara reagiu em conversa com Maria Botelho Moniz em direto da gala do “Big Brother Verão”: “Só quero dizer que parece impossível, parece impossível sair de alguma situação ou de procurar ajuda, ou impossível qualquer coisa porque quando estamos nessa situação não pensamos em nada, metemos muito a culpa em nós – nomeadamente no bullying ou tudo o que referi. Mas temos de ter a força que ninguém acha que nós temos”.
“Se tiverem a passar por alguma coisa assim, façam queixa, falem com os vossos pais, ganhem força para procurar ajuda. Não é mau pedir ajuda. É muito bom e é muito pior passar por isto sozinhas. Peçam ajuda! Nunca estão sozinhas! Ganhem força de onde vocês acham que não têm e vão conseguir ultrapassar tudo. Mas nunca sozinhas, por favor”, frisou. Veja aqui.
Leia Também: “Big Brother Verão”: A expulsão e o primeiro finalista
Fonte: Notícias ao Minuto
