
Os cientistas poderão ter encontrado uma maneira de impedir o surgimento de danos associados à doença de Alzheimer, noticia a Fox News.
Esta condição está associada a fibrilas prejudiciais da proteína Tau, que se acumulam no cérebro e interferem na função cognitiva. Tendo isto em conta, os investigadores perceberam que há pequenos aglomerados que surgem antes.
Quando esses aglomerados se dissolveram (em ambiente laboratorial) isso impediu a formação de fibrilas tóxicas, algo que poderá interromper a evolução da doença, segundo os investigadores da Universidade de Tóquio.
Os cientistas recorreram a métodos de raio X e fluorescência para encontrar os “precursores” microscópicos. Uma vez que conseguiram dissolver estes mesmos precursores, os investigadores conseguiram prevenir a formação da proteína fibrila Tau.
Estes resultados são importantes na medida em que podem representar uma mudança nos tratamentos para a doença de Alzheimer.
Assim, em vez de se concentrarem em desfazer as formações fibrilares finais, os novos tratamentos poderiam ter como alvo o estágio precursor reversível mais precoce.
Esta é uma estratégia que poderá ser aplicada a outras doenças degenerativas, como a doença de Parkinson.
Importa notar que o estudo apresenta algumas limitações, uma vez que foi desenvolvido em laboratório, não tendo sido aplicado em humanos ou animais.
Assim serão necessárias mais pesquisas para descobrir se a mesma técnica poderá ser aplicada de forma segura no cérebro humano.
Em declarações à Fox News, o médico Marc Siegel comentou estas descobertas.
“Existem três componentes estruturais essenciais envolvidos no desenvolvimento da doença de Alzheimer: proteínas beta-amiloides, proteínas Tau e neuroinflamação”, afirmou.
“Já existem tratamentos no mercado para combater o acúmulo de beta-amiloide, e agora surge uma terapia direcionada para dissolver e interromper a acumulação da proteína Tau antes que ela forme os emaranhados neurofibrilares” continua.
Na visão do médico estas descobertas terão um “valor clínico” podendo representar mudanças nos tratamentos no futuro.
Um projeto liderado pela Universidade de Coimbra (UC) está a investigar o papel de uma proteína na doença de Alzheimer.
Lusa | 15:54 – 06/11/2025
Fonte: Notícias ao Minuto