
Tem alguma tradição de Páscoa? Por cá, em Portugal, comemos folares doces e de enchidos, enquanto vemos o Diogo Morgado a ser crucificado no filme “Son of God” — um clássico lançado em 2014, que é transmitido quase todos os anos como se fosse uma estreia — a seguir, portanto, a mesma lógica do “Sozinho em Casa” no Natal.
Mas, afinal, o que é que se faz no resto do mundo durante esta época?
O BritishCouncil revela que na Finlândia, por exemplo, a designação desta época é mais conhecida por “Halloween Pascal” e as tradições finlandesa “misturam referências religiosas com costumes relacionados à chegada da primavera” e fazem uma “espécie de mini Halloween”, em que “todas as crianças costumam sair à rua mascaradas de “Bruxas da Páscoa”, para pedir doces” e vão entregando “ramos de salgueiro decorados para afastar os maus espíritos e em troca recebem doces”, descrevem.
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A laranja na mesa de Páscoa
A laranja na mesa de Páscoa não é de agora, já tem alguns séculos, mas ao que se apurou, não é uma tradição comum em todas as regiões do país e, atenção, não pode ser uma laranja qualquer: Tem de ser a maior que encontrar!
Segundo o Etc e Tal Jornal “o Compasso entra, a Cruz é beijada, a oferta levantada e o homem do saco recolhe a laranja. Para além de ser uma tradição, não se sabe ao certo o simbolismo da laranja, mas pode estar relacionada com o único fruto que o Inverno nos oferece em abundância. E tal como se diz em alguns lugares, “as laranjas só são boas depois de abençoadas”.
O que fazer com a laranja depois da benção?
“A tradição continua mas já não há o homem para carregar o saco das laranjas”. Aliás, só mesmo do envelope com o dinheiro para as casas que fazem a doação para a Igreja.
E qual é a origem dos coelhos de Páscoa?
Esta mascote de Páscoa que aparece em todos os chocolates não é despropositada. Candace Buckner, professor especializado em religião e cultura revelou ao Virginia Tech que os coelhos têm “raízes nos festivais pagãos da primavera, onde fertilidade e renovação eram temas centrais”. A associação deste animal à primavera parte da sua “abundância reprodutiva, tornando-os um símbolo de fertilidade para muitas culturas, muito antes da Páscoa existir”.
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Qual é a origem dos ovos de Páscoa?
Não pense que estes foram sempre de chocolate e com recheios e surpresas no interior. De acordo com a mesma fonte, os ovos têm “uma origem dupla semelhante à dos coelhos”.
“Para os antigos romanos, ovos simbolizavam a nova vida e fertilidade. Era habitual colori-los com corante vegetal e oferecê-los aos vizinhos, aos amigos e entes queridos para simbolizar novos começos, especialmente durante a primavera”, esclarece Buckner.
Mais tarde, “os primeiros cristãos continuaram a pensar nos ovos como uma representação de fertilidade e abundância. Durante a Quaresma, os cristãos não comiam ovos como parte do jejum. Mas para quebrar o jejum na Páscoa, comiam primeiro os ovos coloridos”.
Buckner esclarece ainda que os cristãos “também insistiam que os ovos não representavam apenas uma nova vida, mas sim uma simbologia de ressurreição”.
Tanto o cordeiro, o cabrito, o borrego, como o anho apresentam diferenças físicas, mas a maior diferença pode ser até no sabor e na carteira. Perceba de vez o que os distingue e o que combina melhor com umas batatas assadas na mesa de Páscoa.
Inês Morais Monteiro | 11:14 – 31/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto