A tendência dos sprays nasais para bronzear. Os perigos escondidos

O verão está quase a aí e com ele chegam algumas tendências e alternativas para conseguir um bronzeado perfeito. Uma das recentes sugestões que tem sido partilhada nas redes sociais passa pelo uso de sprays nasais. Será que são a melhor opção? Existem alguns riscos?   O agregador de blogues HuffPost falou com um especialista […]

A tendência dos sprays nasais para bronzear. Os perigos escondidos
A tendência dos sprays nasais para bronzear. Os perigos escondidos


O verão está quase a aí e com ele chegam algumas tendências e alternativas para conseguir um bronzeado perfeito. Uma das recentes sugestões que tem sido partilhada nas redes sociais passa pelo uso de sprays nasais. Será que são a melhor opção? Existem alguns riscos?

 

O agregador de blogues HuffPost falou com um especialista para perceber melhor esta tendência, o que consiste e se existem alguns riscos associados. A verdade é que com uma rápida pesquisa Internet irá conseguir encontrar este tipo de produtos, criados com o propósito de acelerar o bronzeado.

Este medicamento estimula a melanina ao atuar no sistema melanocortina e pode causar hiperpigmentação ou bronzeamento excessivo. Por outras palavras, existe uma base biológica para o aumento da pigmentação, mas isso não significa que qualquer produto vendido online seja seguro, apropriado ou regulamentado”, começa por dizer o dermatologista Trinidad Montero.

A verdade é que este tipo de spray acaba por ter diversos efeitos prejudiciais e é importante estar ciente do que pode acontecer. Algumas dos sintomas relatados depois da utilizam passam por náuseas, dores de cabeça, fadiga e vómitos. 

Sprays nasais para bronzear? Os riscos

“Estes produtos juntam uma substância sintética não autorizada que estimula a pigmentação sistemicamente e cuja segurança não é totalmente garantida, e tem alguns efeitos”, continua o especialistas.

E em relação ao bronze, será que existem algumas mudanças? “Ao nível da pele, foram descritas alterações e áreas mais escuras, mas também o aparecimento eruptivo de novas manchas e sinais e até alterações atípicas.”

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Desta forma, é preciso algum cuidado com a utilização deste tipo de produtos. Refere que existem vários casso clínicos que mostram este tipo de efeitos indesejados. Entre alguns dos mencionados está o facto de levar ao cancro da pele.

“Foram publicados casos de melanoma que coincidiram com o uso de melanotan II e, mais recentemente, um caso que aponta o spray nasal de melanotan II como um possível fator de risco para melanoma oral”, descreve o especialista.

Seis factos que provavelmente não sabe sobre o cancro da pele

Em declarações à revista Women’s Health, o médico Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Brasil, tirou mais algumas dúvidas sobre o tema:

1. A principal forma de prevenção do cancro da pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

Mais de 90% dos casos de diagnósticos de cancro da pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crónica como face, tronco e pernas.

2. Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

O cuidado com os lábios vai muito além da estética. Luiz Guilherme explica que além de evitar o aparecimento de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne o aparecimento de rugas precoces e de cancro. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

3. Cancro da pele: o tratamento é, na sua grande maioria, cirúrgico 

O tratamento mais usado para tratar os casos de cancro da pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do cancro, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

4. Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm um maior risco de desenvolver a doença

Luiz Guilherme explica que, por terem menos pigmento na pele, estas pessoas contam com uma menor proteção contra as radiações UV, e, por consequência, têm um risco mais elevado de desenvolver o tumor.

Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras provocadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora seja menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. 

5. Os tipos de cancro da pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

Um dos tipos mais graves de cancro da pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas, etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. 

6. Os carcinomas costumam manifestar-se como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas manifestam-se como sinais, lesões pretas

Para identificar um sinal suspeito, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE.

Será que existe uma relação entre as tatuagens e o risco de desenvolver cancro, especificamente o de pele? Dermatologistas esclareceram esta questão em declarações ao jornal Metrópoles, notando que há diversos fatores a considerar.

Mariline Direito Rodrigues | 09:20 – 09/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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