A nova (e dispendiosa) fórmula do cérebro para “fugir às preocupações”

Quando o dia corre mal, quando há problemas no trabalho ou quando há chatices numa relação — uns choram para aliviar a tensão acumulada, outros procuram refugiar-se em pessoas de confiança e, agora, outros reservam viagens. Para “fugir às preocupações” do dia a dia,  Rocky Trifari revela ao HuffPost o mais recente fenómeno causado pelo […]

A nova (e dispendiosa) fórmula do cérebro para “fugir às preocupações”
A nova (e dispendiosa) fórmula do cérebro para “fugir às preocupações”


Quando o dia corre mal, quando há problemas no trabalho ou quando há chatices numa relação — uns choram para aliviar a tensão acumulada, outros procuram refugiar-se em pessoas de confiança e, agora, outros reservam viagens.

Para “fugir às preocupações” do dia a dia,  Rocky Trifari revela ao HuffPost o mais recente fenómeno causado pelo stress e que pode ser explicado também pelo excesso de proximidade das tecnologias: A “fúria da reserva”.

Este termo, explicado pela necessidade  de agendar uma viagem, cada vez que temos de lidar com problemas, refere-se a uma “decisão emocional impulsiva, frequentemente desencadeada por stress, frustração, esgotamento ou ciclos de notícias negativas”.

Atualmente, fruto da proximidade com as tecnologias e também da acessibilidade ao pagamento de uma viagem e marcação de estadia praticamente imediata, segundo a mesma fonte, tem-se vindo a priorizar o planeamento de uma viagem, em detrimento de um abraço de um amigo ou de uma ida à terapia.

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Não é que as pessoas tenham deixado de fazer viagens planeadas de forma cuidadosa, mas em momentos de stress, a nova tendência dita que as pessoas tendem a usar as viagens  “como uma fuga imediata ou um reset.” Aliás, já deve ter ouvido a história de algumas influencer que recuperaram, por exemplo, a sua identidade em Bali.

@marianaoribeiro Neste episódio, converso com a minha amiga, Glória Dias, sobre a viagem que fizemos juntas a Bali no ano passado. Fomos em busca de espaço para pensar, cada uma com as suas dúvidas e confusões, e falamos sobre tudo o que aquela viagem nos trouxe. O que deixou de fazer sentido, o que se revelou, os medos que ficaram lá e os que voltaram connosco. É uma conversa sobre autoconhecimento, transformação, escolhas difíceis e o impacto real de nos afastarmos para nos reencontrarmos. Um episódio sobre crescer, aprender a escolher e aceitar o que realmente queremos. @Glória Dias #amigafazparte original sound – Mariana Ribeiro

À semelhança desta e de outras influencers, um relatório de tendências de viagens da Faye identificou o fenómeno de ‘fúria de reserva’ associado a viajantes mais jovens: 74% da Geração Z e 69% dos Millennials relatam estar esgotados, em comparação com 56% da Geração X e 26% dos Boomers.

Entre estas causas de esgotamento psicológico, neste estudo os casos de burnout foram os que tiveram maior destaque.

“Em vez de esperar o momento perfeito para viajar, as pessoas reservam a viagem na hora porque precisam de uma pausa”, refere Toni Ambler à mesma fonte e explica que “viajar converte-se numa forma de trocar o esgotamento psicológico por algo empolgante e espontâneo.”

Por mais benefícios e popularidade que os treinos de ioga ou pilates tenham, sabemos que este tipo de atividade não é para qualquer um. No entanto, há uma alternativa viável e “surpreendente” para quem procura reduzir o stress através da prática de exercício físico.

Inês Morais Monteiro | 09:06 – 23/02/2026





Fonte: Notícias ao Minuto

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