
Nunca é tarde para recordar a carreira e foi o que fez Filipe Luís, ex-treinador do Flamengo. O antigo jogador brasileiro revelou alguns momentos que coleciona da temporada 2015/16, em que o Atlético de Madrid brilhou na Liga dos Campeões.
Nessa época, os colchoneros conseguiram atingir, pela segunda vez, a final da prova milionária, depois de uma excelente caminhada europeia. Após ter eliminado o Barcelona, o Atlético de Madrid precisou de derrotar o Bayern Munique para atingir a tão desejada final.
Na eliminatória, a primeira mão terminou com um triunfo pela margem mínima para os espanhóis. Contudo, a passagem à fase seguinte só ficou decidida na Alemanha no duelo da segunda mão frente aos bávaros.
Apesar de tudo ter terminado da melhor forma com um triunfo por 1-0 com um tento de Saúl Níguez, Filipe Luís lembra a dureza da partida e o que sofreu ao longo dos 90 minutos.
“Foi a maior lição de futebol que já recebi na minha carreira”, começou por afirmar, numa entrevista ao programa Universo Valdano, com declarações citadas pelo jornal Marca.
Para além disso, recorda o momento após o apito final que o impediu de celebrar com o restante plantel.
“Depois do jogo, fui ao controlo antidoping e não pude celebrar… Tinha uma certeza dentro de mim que me dizia que o Guardiola tinha aumentado o tamanho do campo”, afirmou.
Apesar de ser algo caricato, o atual treinador brasileiro garante que, na altura, era mesmo essa a percepção que tinha do Allianz Arena.
“Não é brincadeira… Eu estava convencido disso porque tudo estava muito longe, nunca chegávamos à baliza deles e parecia que tinham mais jogadores em campo”, prosseguiu.
Passado como jogador e presente como treinador
Filipe Luís afirmou que esse jogo da segunda mão na Liga dos Campeões contra o Bayern Munique foi o que o levou a equacionar ser treinador.
“Depois daquilo pensei: ‘tenho de aprender com isto'”, disse.
Depois de muitos anos ao serviço do Atlético de Madrid, o brasileiro garante que o técnico que mais o marcou foi Diego Simeone. “Até hoje tenho pesadelos em que me está a dar raspanetes”, referiu.
“Naquele momento pensava: ‘vou ser como o Cholo, vou abrir uma escola de futebol, vou mudar a vida das crianças'”, apontou.
Para além de Simeone, Filipe Luís deixou elogios a Carlo Ancelotti, considerando que o italiano é o “treinador ideal no momento ideal”. Quando questionado sobre um eventual interesse em treinar a seleção brasileira, o ex-jogador garante que não está nos seus planos.
“A seleção não me atrai porque interessa-me o dia a dia, para o futuro pode ser. O meu grande sonho é chegar à Liga dos Campeões”, concluiu.
É de recordar que Filipe Luís deixou o comando técnico do Flamengo, não resistindo aos maus resultados. Por sua vez, o português Leonardo Jardim foi o escolhido para o suceder no comando técnico do emblema do Rio de Janeiro, tendo assinado um contrato válido até final de dezembro de 2027.
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Fonte: Notícias ao Minuto