
Álvaro Magalhães concedeu, esta segunda-feira, uma extensa entrevista à Antena 1, na qual não escondeu a deceção para com a temporada de 2025/26 que o Benfica tem vindo a realizar, na sequência do empate a duas bolas com o FC Porto, no Estádio da Luz, que o mantém a sete pontos do líder da I Liga, o FC Porto, com nove jornadas por disputar.
“Uma época que não é para esquecer. É preciso fazer uma análise daquilo que se está a fazer, este ano. O Benfica, acho que ainda tem uma eterna esperança no campeonato, mas é uma época que é um desastre, totalmente. Foi uma época infeliz para o Benfica”, começou por afirmar o antigo internacional português, de 65 anos de idade.
“Com o investimento que foi feito para esta época, o objetivo era ganhar o campeonato, ganhar a Taça de Portugal… É evidente que temos de respeitar todos os adversários, mas o objetivo era esse. Ir, também, o mais longe possível, na Liga dos Campeões… E acaba por ser uma época que é um autêntico desastre”, acrescentou.
Para o ex-defesa (que representou os encarnados, não só enquanto jogador, como também enquanto treinador-adjunto, na ‘era Gianluca Trapattoni), a “vitória seria fundamental para encurtar a distância para o primeiro classificado”, mas uma série de ‘pecados’ levaram a que tal fosse impossível.
“Houve muitos espaços nos três setores, defesa, meio-campo e ataque. Havia muitos espaços, e claro que o FC Porto tem jogadores de grande nível, de grande qualidade. Tem uma grande equipa. Como teve mais superioridade no meio-campo, com jogadores de grande qualidade, em que [Victor] Froholdt é, com aquela idade, um jogador de enorme capacidade, acabou por o FC Porto ser muito superior e marcar dois golos. Podia até ter marcado mais”, completou.
Dedo apontado a José Mourinho
No entanto, Álvaro Magalhães não se ficou por aqui, e apontou o dedo ao próprio treinador do Benfica, José Mourinho, pela maneira como foi gerindo o encontro ‘cabeça de cartaz’ da 25.ª jornada da I Liga, nomeadamente, ao nível das substituições, que defende terem sido “tardias”, face ao que este pedia.
“As alterações foram tardias, mas é normal. O Mourinho tem-nos habituado a isso mesmo, e esperávamos que, no intervalo, houvesse uma alteração no meio-campo, porque aqueles dois jogadores que jogaram, o Enzo [Barrenechea] e [Richard] Ríos são jogadores com caraterísticas muito idênticas”, refletiu.
“O próprio Rafa [Silva] também esteve longe daquilo a que nos habituou. As alterações foram tardias. O [Dodi] Lukebakio entrou muito tarde. Mesmo não estando a 100%, é um jogador que é rápido, que tem caraterísticas muito ofensivas e que explorou, depois, muito bem aquele lado esquerdo”, prosseguiu.
“O Leandro Barreiro também entrou muito tarde, mesmo jogando bem, não sei se estava lesionado ou não, mas a equipa melhorou um pouco com as substituições. Temos de afirmar que as alterações foram tarde demais”, completou o agora comentador desportivo, na ‘ressaca’ do Clássico ante os eternos rivais.
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Fonte: Notícias ao Minuto
