
Cresceu a ouvir que não pode ir à água depois de comer? Depois de lhe incutirem essa ideia, provavelmente, agora também o faz quando está com crianças.
Esta restrição nem sempre é bem recebida pelos mais novos, afinal, o que mais é que podem fazer na praia além de brincarem na água?
Se esse é o problema, saiba aqui como resolvê-lo. Há mais soluções do que imagina.
Mas afinal, porque é que é que se diz que não se pode ir à água do mar ou da piscina depois de comer?
Já está claro que esta recomendação foi transmitida de geração em geração – e alguns nadadores salvadores, por precaução, chegam a confirmá-la, mas é importante perceber o que está realmente em causa.
“Comer antes de saltar para uma piscina, geralmente, não é um motivo de preocupação, mas há algo mais que pode ser”, adianta Michael Boniface, médico da Mayo Clinic. Acrescenta ainda que há quem tenha “comportamentos bastante mais graves” na praia.
A ciência revela que a principal preocupação prende-se com o facto de, no momento da digestão, “o sangue estar a ser direcionado para o estômago cheio em vez de ser para os músculos”, o que o pode deixar qualquer um mais cansado e, por isso, com maior probabilidade de se afogar.
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O que acontece ao corpo quando entra na água?
Atenção ao choque térmico! O especialista aponta ainda a possibilidade uma sensação de mau estar que pode levar à desorientação e risco de afogamento.
Além disso, o pior dos cenários pode traduzir-se em “algumas cólicas estomacais e cãibras musculares”.
“Embora não seja a coisa mais confortável de sempre nadar com a barriga cheia, o mundo não vai acabar se ignorar esse conselho uma vez”. Ainda assim, certifique-se que são banhos rápidos e não se aventura muito pelo mar durante o período de digestão.
No entanto, de acordo com o Biology Insight se participar em competições ou treinos de alta intensidade de natação, o recomendado é ajustar o tempo de espera ao tipo de alimentos que vai ingerir: “Um maior tempo de espera pode maximizar o conforto e o desempenho do atleta”.
A par disso, uma refeição mais completa ou especialmente rica em gorduras ou fibras que desaceleram a digestão, pode exigir um tempo de espera de duas a quatro horas antes de nadar. “Isso pode ajudar a evitar sensações de lentidão ou náuseas. Essa janela de tempo garante que a maior parte dos alimentos já tenha saído do estômago”, rematam.
Com a chegada do verão, as geleiras voltam a ser essenciais para manter os alimentos frescos em idas à praia ou piqueniques. Após o uso, podem acumular maus odores, mas uma limpeza simples com água morna, detergente, bicarbonato de sódio e uma boa secagem ajuda a eliminá-los e a prepará-las novamente.
Mariline Direito Rodrigues | 15:06 – 16/06/2026
Fonte: Notícias ao Minuto