3 hábitos (na educação) que podem aumentar a ansiedade das crianças

Os sintomas da ansiedade nem sempre são lineares, mas a forma como são desencadeados podem ter muito em comum, sobretudo quando dependem de hábitos adquiridos na infância. Ainda assim, alguns médicos reforçam ao Huff Post a necessidade acrescida de se prestar atenção a diferentes reações nas crianças.  “Às vezes, a ansiedade pode ser difícil de […]

3 hábitos (na educação) que podem aumentar a ansiedade das crianças
3 hábitos (na educação) que podem aumentar a ansiedade das crianças


Os sintomas da ansiedade nem sempre são lineares, mas a forma como são desencadeados podem ter muito em comum, sobretudo quando dependem de hábitos adquiridos na infância.

Ainda assim, alguns médicos reforçam ao Huff Post a necessidade acrescida de se prestar atenção a diferentes reações nas crianças. 

“Às vezes, a ansiedade pode ser difícil de identificar, dado que podem manifestar ansiedade de diferentes maneiras”, aponta Khadijah Booth Watkins, diretora do Clay Center for Young Healthy Minds no Massachusetts General Hospital. 

A especialista adianta que os sintomas nem sempre são restritos ao que se passa na cabeça. Enquanto para algumas pessoas a ansiedade pode manifestar-se através de uma respiração ofegante ou palpitações, para outras, “os sintomas podem incluir tremores físicos e dores de barriga”.

O que diz a ciência?

Estudos recentes citados pelo Huff Post mostram alguns comentários e comportamentos de adultos que foram sinalizados por deixarem as crianças substancialmente mais ansiosas.

Pais, avós, professores e cuidadores, tomem nota do que se deve evitar na educação dos mais novos!

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Incentivar à evitação

À medida que vão crescendo, percebem que nem tudo pode ser evitado e, segundo estes especialistas, isso pode gerar um aumento de frustração e não só. Nalguns casos evitam até sentimentos, pessoas e situações básicas do dia a dia, podendo isso traduzir-se em “desperdício de oportunidades”.

A educadora Laura Linn Knight conta que “a criança vai evitar aquilo que a deixa desconfortável, que pode começar com uma pequena evitação, mas crescer com o tempo.”

Por exemplo, a ansiedade em ir para a escola, com o tempo, pode manifestar-se através de um medo em andar de autocarro – mesmo quando não é esse o problema direto.

“Essa evitação cria mais ansiedade e pode causar estragos na autoconfiança da criança”, acrescentam.

“Pais perpetuam involuntariamente o ciclo da ansiedade ao ajudar a criança a evitar aquilo de que ela tem medo”, refere a educadora.

Ainda assim, reconhece que “a maioria dos pais não faz isso intencionalmente, mas como os pais querem evitar comportamentos difíceis ajudam a evitar esse tipo de gatilhos” – seja através do caminho mais simples ou de eles próprios evitarem os sentimentos da criança quando ela precisa de exteriorizar algo.

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Fugir de conversas sobre sentimentos

Falar sobre sentimentos pode ser desconfortável, especialmente quando surgem emoções difíceis, no entanto, de acordo com estes especialistas, torna-se fundamental que os pais incentivem essas conversas.

“Dê espaço para que os seus filhos se sintam preocupados, ansiosos ou nervosos”, recomendou a psicóloga pediátrica e orientadora de parentalidade AnnnLouise Lockhart.

O passo seguinte, se quer realmente ajudar, é validar essas emoções dizendo algo como: “Eu entendo. Isso faz sentido”. 

Mais do que lhes resolver os problemas e dizer o que devem ou não fazer com os seus sentimentos, a especialista reforça a importância de demonstrar uma forte presença e apoio às crianças. 

Elogiar os resultados ao invés do esforço

“Muitos dos meus pacientes ficam ansiosos em dececionar os pais se eles não forem os melhores em praticamente tudo”, conta Sinclair McBride. 

Estes especialistas dizem que é importante examinar as expectativas que você sobre os seus filhos e se essas são ou não realistas.

Estudos citados pela mesma fonte revelam os benefícios de se focar no esforço ao invés de somente no resultado. “Isso elimina muita pressão prejudicial e ajuda as crianças a saberem que são boas o suficiente, mesmo que não sejam excelentes em tudo.”

Adotar uma abordagem autoritária na parentalidade

Psicólogos infantis apontam algumas características associadas geralmente a aos vários tipos de educação: Negligente, autoritária e permissiva – e garantem que a autoritária, apesar de parecer a mais sensata para alguns cuidadores, pode ser a que traz mais instabilidade e resultados fracassados na educação.

Além disso, esse tipo de educação tende a causar ansiedade, explica Lockhart. “Isso acontece quando há regras demasiado rígidas em casa. Punições como gritos, palmadas e onde os castigos são as estratégias mais comuns para corrigir o comportamento, existindo pouca conexão e calor entre pais e filhos.”

Antes de iniciar a terapia, para não criar expectativas, medos ou quaisquer outras inquietações, uma psicóloga revela algumas das coisas que todos deveriam saber antes de entrar numa consulta. Tome nota.

Inês Morais Monteiro | 06:03 – 03/08/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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