3 hábitos comuns de sono foram ligados ao envelhecimento do cérebro

Não é novidade que a qualidade de sono pode afetar o envelhecimento. Tal como o Huffington Post realça, estudos científicos mostraram que dormir menos de seis horas por noite está associado a um envelhecimento mais rápido e a um maior risco de mortalidade.  Mas o que realmente significa dormir mal? Um novo estudo publicado na […]

3 hábitos comuns de sono foram ligados ao envelhecimento do cérebro
3 hábitos comuns de sono foram ligados ao envelhecimento do cérebro


Não é novidade que a qualidade de sono pode afetar o envelhecimento. Tal como o Huffington Post realça, estudos científicos mostraram que dormir menos de seis horas por noite está associado a um envelhecimento mais rápido e a um maior risco de mortalidade. 

Mas o que realmente significa dormir mal?

Um novo estudo publicado na revista Alzheimer’s and Dementia usou dados de mais de 23 mil adultos de meia idade e idosos para identificar “três comportamentos de sono distintamente associados a um marcador de envelhecimento cerebral em pessoas saudáveis”. 

Os dados foram obtidos a partir de uma lista de cinco comportamentos relacionados com o sono.

Que hábitos de sono foram associados a um envelhecimento cerebral?

Os pesquisadores usaram uma combinação de exames cerebrais e respostas a questionários dos participantes de forma a determinar se certos comportamentos relacionados com o sono podem estar ligados ao envelhecimento cerebral.

De 2006 a 2010, os participantes foram solicitados a preencher um questionário inicial sobre os seguintes tópicos: 

1. Duração de sono; 
2. Sestas; 
3. Insónias; 
4. Sestas de dia não intencionais;
5. Ressono. 

Após nove anos, os investigadores descobriram que os cinco fatores de sono estavam ligados a um maior volume de lesões na substância branca e associados ao envelhecimento cerebral

Após ajustes para outros fatores que também podem causar o problema, como tabagismo, problemas de saúde cardiovascular, inatividade e pressão alta, apenas três pareceram estar ligados ao aumento do envelhecimento cerebral:

  • Dormir menos de sete ou mais de nove horas por noite,
  • Sestas frequentes;
  • Insónias

“Os resultados sugerem que dormir pouco pode levar a um maior volume de lesões na substância branca do cérebro à medida que envelhecemos”, realçou o autor principal do estudo, o professor Gene Alexander. 

“Observamos maiores impactos na substância branca em pessoas que relataram uma maior duração de sono, mas isto precisa de ser investigado em grupos com mais pessoas que dormem por longos períodos”. 

“O sono é um desses fatores de risco potencialmente modificáveis. Se pudermos melhorar a qualidade do nosso sono, isso pode ajudar a reduzir os impactos do envelhecimento cerebral e talvez até diminuir o risco de demências como a doença de Alzheimer”, concluiu. 

Se chega ao meio-dia já sem energia, a culpa pode não ser da alimentação nem do excesso de trabalho. Endocrinologistas alertam que manter um horário de sono regular é um dos hábitos mais importantes para aumentar a disposição, equilibrar as hormonas e até controlar o apetite e o açúcar no sangue.

Mariline Direito Rodrigues | 08:00 – 05/07/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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