
A estabilidade defensiva do FC Porto, que tão decisiva se revelou para a conquista do título de campeão nacional, gerou alguma apreensão, dado o facto de a equipa orientada por Francesco Farioli ter sofrido golos em, literalmente, todas as seis partidas de cariz particular disputadas ao longo da pré-temporada.
Feitas as contas, foram sete os remates certeiros concedidos, ora por Cláudio Ramos, ora por João Costa, nos amigáveis diante de Hibernian (empate a uma bola), Birmingham City (vitória, por 1-2), Penafiel (vitória, por 3-2), Gil Vicente (derrota, por 1-0), Aston Villa e São João de Ver (triunfos, por 2-1). No entanto, de um momento para o outro, tudo mudou.
A 29 de julho, e depois de um período prolongado de férias, por conta da participação no Campeonato do Mundo, Diogo Costa foi reintegrado nos trabalhos às ordens de Francesco Farioli. Três dias depois, recuperou a titularidade na baliza azul e branca… e o efeito imediato, visto que os dragões levaram a melhor sobre o Torreense, por 1-0, para erguerem a Supertaça Cândido de Oliveira.
No passado fim de semana, o internacional português voltou a dizer ‘presente’, desta feita, na vitória sobre o Alverca, a contar para a jornada inaugural da nova temporada desportiva de 2026/27 da I Liga, por 2-0, que é como quem diz, sem qualquer tento encaixado, uma vez mais, reforçando, desta maneira, o estatuto de intocável no projeto desportivo azul e branco.
O luso-suíço foi, de resto, determinante para ambos os resultados. Contra o Torreense, assinou duas defesas de grau de dificuldade elevado, logo na primeira parte, em resposta aos remates perigosos de Javi Vázquez e Léo Azevedo. Diante do Alverca, ficaram na retina os ‘voos’ que evitaram os golos de Davy Gui e Chiquinho, que ameaçaram complicar a vida aos companheiros de equipa.
Mercado mantém FC Porto em suspenso por Diogo Costa
A importância de Diogo Costa para o FC Porto é clara, mas a verdade é que a continuidade no Estádio do Dragão ainda não pode ser dada como garantida, ainda que o próprio tenha assinado um novo contrato com o clube no qual completou formação, há menos de um ano, prolongando-o até junho de 2030, com uma cláusula de rescisão no valor de 60 milhões de euros.
Em Portugal (tal como na esmagadora maioria dos principais campeonatos do futebol europeu), o mercado de transferências de verão só encerra às 23h59 (hora de Portugal Continental) de 4 de setembro. Significa isto que restam 23 dias pela frente, nos quais a direção liderada por André Villas-Boas irá procurar fazer tudo aquilo que estiver ao seu alcance para preservar o guarda-redes.
Até lá, a sensação de stress promete manter-se… mas nem tudo são más notícias. O Chelsea foi, durante largas semanas, apontado como o mais forte interessado na aquisição do internacional português, mas, na passada semana, o treinador espanhol Xabi Alonso ‘fechou a porta’ à aquisição de uma nova opção para a baliza, tendo em conta as opções que tem ao dispor.
“Estou muito feliz com os guarda-redes que tenho. O Mike [Penders] fez um grande trabalho no Strasbourg, e o [Robert] Sánchez tem uma boa experiência, depois de muitos anos na Premier League”, afirmou o ex-Real Madrid, em declarações prestadas aos jornalistas à margem da digressão de pré-época que a formação londrina tem vindo a realizar pela Ásia.
É, no entanto, preciso ter em conta que o futebolista natural de Rothtrist, na Suíça, mantém-se bem presente na agenda de alguns dos maiores clubes do Velho Continente, como é o caso do Paris Saint-Germain ou o Bayern Munique, pelo que não é de descartar que, ao longo das próximas semanas, uma investida venha a chegar ao Estádio do Dragão pelo seu passe.
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Fonte: Notícias ao Minuto
